“Dados recentes apontam que meninas de 12 a 15 anos estão entre as principais vítimas de violência sexual e psicológica, frequentemente praticada por pessoas próximas”. O alerta é da diretora de Prevenção à Criminalidade da Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção (SMSP), Márcia Alves, e reforça a importância do projeto Entre Vozes e Caminhos, que atua na prevenção à violência de gênero e sexual com as adolescentes de 12 a 17 anos de escolas municipais dos bairros Alto Vera Cruz, Granja de Freitas e Taquaril, região Leste de Belo Horizonte.
O projeto da Prefeitura fez 571 atendimentos de maio de 2025 a julho deste ano. Cria espaços de escuta, diálogo e informação para que os adolescentes conheçam seus direitos, reconheçam situações de violência e saibam onde buscar acolhimento e proteção. É promovido pela SMSP em articulação com as equipes pedagógicas das escolas e com o Projeto PAS (Psicólogos e Assistentes Sociais da Escola).
A proposta é fortalecer vínculos, ampliar o acesso à informação e criar espaços seguros para que as adolescentes possam falar sobre vivências, refletir sobre as relações e conhecer os acessos disponíveis na rede de proteção. As atividades são desenvolvidas principalmente em rodas de conversa, que promovem troca, fortalecimento de pares, diálogo e reflexão sobre temas relacionados à violência de gênero e sexual.
A metodologia valoriza as questões apresentadas pelas próprias adolescentes e estimula a construção coletiva de conhecimento, contribuindo para o fortalecimento da autonomia e para o reconhecimento de situações de violências.
Ações no Festival
O Entre Vozes e Caminhos também foi apresentado recentemente no Festival do Programa Saúde na Escola (PSE) da Regional Leste. O Varal das Vozes, com cartas produzidas previamente pelas adolescentes participantes do projeto, foi utilizado para exposição e como recurso para estimular conversas e reflexões com os estudantes.
A programação teve ainda a vivência musical “Prevenção que Ressoa: Música, Cultura e Direitos”, com instrumentos de origem indígena e africana, e a distribuição dos “Envelopes dos Direitos”, com informações sobre a Rede de Proteção às mulheres e meninas.





