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STF mantém prisão de Thiago Rangel após PF apontar supostas ameaças a secretária de Educação

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva do ex-deputado estadual Thiago Rangel, investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes em contratos de obras e compras da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.

A decisão ocorre após a PF apontar mensagens consideradas intimidatórias enviadas por Rangel à atual secretária estadual de Educação, Luciana Calassa, além de indícios de possíveis ameaças contra outros adversários políticos. O ex-parlamentar está preso desde o início de maio por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo as investigações, o grupo teria usado influência política para direcionar contratos de reformas em escolas estaduais a empresas ligadas aos suspeitos. Os contratos analisados ultrapassam R$ 1 bilhão e envolvem suspeitas de fraude, corrupção e uso de cargos públicos para controle da estrutura da secretaria.

A PF afirma que, após mudanças no comando da pasta, Rangel teria enviado mensagens à secretária cobrando a manutenção de indicações políticas e reagindo a demissões em diretorias regionais de Educação. Investigadores também analisam áudios em que o ex-deputado aparece dando ordens a integrantes da estrutura regional.

Além disso, a investigação reuniu conversas antigas em que Rangel e aliados supostamente discutiam formas de intimidar críticos e adversários políticos. O conteúdo das mensagens é citado pela PF como um dos elementos para justificar a manutenção da prisão.

A defesa ainda pode contestar as acusações. A Procuradoria-Geral da República, porém, se manifestou pela continuidade da prisão preventiva, alegando risco de interferência nas investigações e possibilidade de repetição das condutas investigadas.

Thiago Rangel perdeu o mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e a vaga passou a ser ocupada pelo primeiro suplente.

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