A situação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou novos desdobramentos após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar o cancelamento de seus passaportes e impor restrições relacionadas à saída do Brasil e ao contato com o advogado Willer Tomaz. Paralelamente, informações divulgadas pela imprensa levantaram suspeitas de que o parlamentar poderia ter deixado o país, hipótese que ainda não foi confirmada oficialmente.
A decisão judicial foi comunicada na segunda-feira (26). Segundo relatos divulgados pela imprensa, Flávio foi intimado a entregar os documentos de viagem à Polícia Federal (PF), incluindo o passaporte diplomático. O prazo estabelecido para a entrega seria de 24 horas.
Investigação apura suspeitas financeiras
As medidas fazem parte de uma investigação que tramita no STF e apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, os investigadores analisam possíveis movimentações financeiras relacionadas a empresas e plataformas de apostas on-line. As suspeitas ainda estão sob apuração, e os envolvidos têm direito à presunção de inocência.
Flávio contestou a decisão de Moraes e afirmou que não pretendia deixar o Brasil. O senador também classificou a medida como uma tentativa de intimidação e anunciou que pretende recorrer judicialmente.
Celular desligado levanta dúvidas sobre paradeiro
Após a divulgação da decisão, reportagens apontaram que o celular do senador estaria desligado e que pessoas próximas teriam dificuldade para estabelecer contato com ele.
A situação alimentou especulações sobre uma possível saída do Brasil pela Argentina, com eventual destino aos Estados Unidos. A hipótese ganhou repercussão após informações publicadas pelo site argentino Infobae, segundo as quais Flávio teria viajado ao país vizinho e poderia seguir em um jato particular.
Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que o parlamentar tenha cruzado a fronteira. Informações divulgadas pela imprensa indicaram que autoridades argentinas não identificaram registros de entrada pelos canais convencionais e negaram ter recebido pedido de asilo político em nome do senador.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, também negou que ele tenha deixado o Brasil, conforme relatos publicados por veículos de comunicação.
Fonte @renansantos
Renan Santos comenta possibilidade de fuga
O presidente do partido Missão e líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, afirmou ao Correio Braziliense que já havia considerado a possibilidade de Flávio deixar o país. Segundo ele, a saída seria um caminho previsível diante do cenário político enfrentado pelo senador.
A declaração foi feita em meio à repercussão das notícias sobre o paradeiro do parlamentar. A afirmação de Renan, no entanto, não comprova que Flávio tenha viajado para o exterior.
PF verifica informações
A Polícia Federal realiza verificações para esclarecer se houve deslocamento internacional e apurar os relatos sobre uma possível viagem à Argentina e aos Estados Unidos.
O caso reúne duas questões distintas: a decisão judicial que determinou o cancelamento dos passaportes e impôs restrições ao senador e as informações ainda não confirmadas sobre seu paradeiro.
Até a divulgação das reportagens citadas, não havia confirmação oficial de que Flávio Bolsonaro tivesse deixado o Brasil. O esclarecimento depende das verificações das autoridades e de informações adicionais sobre a localização do parlamentar.





