A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (27), a segunda fase da Operação Castratio, que investiga suspeitas de irregularidades em contratos para serviços de castração e esterilização de animais firmados pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Os acordos sob investigação somam aproximadamente R$ 200 milhões.
Nesta etapa, os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Investigação apura fraudes em licitações
A apuração busca esclarecer a atuação de uma organização criminosa suspeita de operar no âmbito da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro, atualmente denominada Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA).
Entre as suspeitas investigadas estão o direcionamento de contratos, o superfaturamento e possíveis fraudes em processos licitatórios relacionados aos serviços veterinários.
Os contratos analisados envolvem recursos públicos destinados à castração e à esterilização de animais. A Polícia Federal busca reunir documentos e outros elementos que permitam esclarecer como os acordos foram celebrados e executados.
Primeira fase levou ao avanço das apurações
A primeira etapa da Operação Castratio foi realizada em maio de 2026, quando a PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Na ocasião, a investigação também apurava possíveis irregularidades em contratos firmados entre o governo estadual e uma empresa privada. O material recolhido durante aquela fase contribuiu para o aprofundamento das apurações e a realização da nova operação.
Os investigadores apuram possíveis crimes relacionados a fraudes em licitações e à atuação de organização criminosa. As suspeitas ainda dependem de comprovação no decorrer do inquérito.
A Polícia Federal não divulgou, até o momento, um balanço detalhado do material apreendido nesta segunda fase.





