O presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, foi preso na manhã desta quinta-feira (9) durante a Operação Ouroboros, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A investigação apura um suposto esquema de corrupção e fraudes em contratos públicos que, segundo o MP, teria movimentado cerca de R$ 86 milhões entre 2022 e 2026.
Didê é presidente do Instituto Rio Metrópole, autarquia estadual responsável por projetos e políticas voltadas ao desenvolvimento integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Antes de assumir o cargo, também teve atuação na política de São João de Meriti, onde presidiu a Câmara Municipal.
De acordo com o Ministério Público, o grupo investigado é suspeito de integrar uma organização criminosa que teria cometido crimes como organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. Além de Didê, outras pessoas foram presas durante a operação, enquanto um dos investigados é considerado foragido.
As investigações apontam que contratos firmados pelo Instituto Rio Metrópole teriam sido direcionados de forma irregular, com recursos públicos sendo desviados por meio de empresas e subcontratações supostamente fictícias. O Ministério Público afirma que parte do dinheiro foi sacada em espécie, dando origem à Operação Ouroboros.
Os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa. O caso segue em apuração pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.





