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EUA atacam cerca de 90 alvos militares no Irã e ampliam tensão no Oriente Médio

As forças do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizaram nesta quarta-feira (8) uma nova ofensiva contra o Irã, atingindo cerca de 90 alvos militares ao longo da costa do país. Segundo o governo americano, a operação busca reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

Entre os alvos atingidos estão sistemas de defesa aérea, instalações de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, bases navais e centros de logística militar. A ofensiva ocorreu um dia após outro ataque americano que destruiu cerca de 80 alvos, incluindo mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária.

A popa danificada de um navio graneleiro operado pela empresa sul-coreana HMM, após ser atingido por dois objetos não identificados em Ormuz, em maio de 2026 — Foto: Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul/Divulgação via REUTERSFoto: Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul/Divulgação via REUTERS

Autoridades iranianas informaram que três pessoas morreram e várias ficaram feridas em um ataque na região de Ahvaz. Na ofensiva de terça-feira (7), a imprensa estatal do Irã informou a morte de oito militares nas cidades de Bandar Abbas e Bushehr.

Os Estados Unidos afirmam que os ataques são uma resposta às ações do Irã contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo.

Também nesta quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que considera encerrado o acordo com Teerã e afirmou que novos ataques poderão ocorrer. Segundo ele, a ofensiva continuará caso o Irã mantenha as ações militares na região.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã assumiu ataques contra bases militares americanas no Kuwait e no Bahrein e ameaçou ampliar as ações caso os Estados Unidos realizem novas ofensivas. Fontes ligadas ao governo iraniano também afirmaram que o país poderá fechar o Estreito de Ormuz, o que pode afetar o comércio internacional e o mercado global de petróleo.

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