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Adriana Ancelmo (ex-primeira-dama do Rio de Janeiro) vira ré na Justiça Federal por supostos crimes tributários

A ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, passou a responder a uma ação penal na Justiça Federal por supostos crimes contra a ordem tributária. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), e a citação foi cumprida em seu endereço, no Leblon, Zona Sul do Rio.

Segundo o MPF, Adriana teria omitido ou declarado de forma indevida rendimentos nas declarações do Imposto de Renda de 2013, 2014 e 2015. A acusação aponta que cerca de R$ 13,3 milhões foram informados como dividendos isentos, quando, de acordo com a Receita Federal, deveriam ter sido declarados como rendimentos tributáveis.

A investigação teve origem em uma representação da Receita Federal, que concluiu não haver comprovação da prestação de serviços advocatícios às empresas que efetuaram os pagamentos ao escritório da ex-primeira-dama.

O Ministério Público atribui a Adriana Ancelmo três crimes de sonegação fiscal, um para cada exercício fiscal investigado, e pede que, em caso de condenação, seja fixada uma indenização mínima de R$ 15 milhões em favor da União.

Antes da denúncia, o MPF ofereceu um Acordo de Não Persecução Penal, mas, segundo os autos, não houve manifestação da defesa dentro do prazo estabelecido.

Adriana Ancelmo já havia sido condenada, em 2023, a 13 anos e cinco meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva em um processo relacionado ao ex-governador Sérgio Cabral. Ela responde em liberdade.

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