Impacto da Criminalidade nos Serviços de Saneamento
A falta de segurança para entrar em algumas localidades no Rio de Janeiro tornou-se um sério obstáculo para a manutenção dos serviços de água e esgoto. Desde o início de suas operações, em agosto de 2022, a Rio+Saneamento cancelou mais de 30 mil atendimentos por não conseguir garantir a integridade de seus profissionais.
O levantamento realizado até agosto de 2026 revela como a criminalidade interfere em atividades essenciais à população. As áreas da Zona Oeste da capital, assim como os municípios de Itaguaí, Seropédica e Paracambi, na Região Metropolitana, são as mais afetadas, onde vivem mais de 1,15 milhão de pessoas.
Comprometimento da Infraestrutura
Esses números refletem uma dificuldade que vai além da interrupção de operações pontuais. Quando o acesso das equipes é considerado inseguro, serviços programados para essas regiões são adiados, o que compromete a capacidade de atendimento da concessionária e a manutenção da infraestrutura de saneamento da região.
O patrimônio utilizado nas operações também se tornou alvo de criminosos. Na Zona Oeste, a empresa registrou o furto de 40 veículos e de mais de 1,1 mil hidrômetros no período analisado. Esses equipamentos são fundamentais para medir o consumo de água dos imóveis atendidos.
Estudo para Avaliar Consequências
Para entender melhor os efeitos da criminalidade no funcionamento dos serviços, a Rio+Saneamento está em processo de contratação de uma instituição acadêmica responsável por realizar um estudo sobre o problema.
A proposta é identificar como a insegurança interfere nas atividades da concessionária e usar os resultados para orientar o planejamento das operações nas áreas mais afetadas. A empresa opera em 18 municípios do Estado do Rio e espera que o estudo ajude a estabelecer estratégias para lidar com as dificuldades de acesso e riscos enfrentados pelos trabalhadores durante a execução dos serviços.





