A psicóloga e ex-atriz Cecília Dassi chamou a atenção das redes sociais ao abordar a relação entre procrastinação, ansiedade e os mecanismos de defesa do organismo. Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, a profissional apresentou uma explicação descontraída para mostrar por que algumas pessoas ficam paralisadas diante de tarefas importantes.
Segundo a reflexão compartilhada por Cecília, a procrastinação nem sempre deve ser interpretada como preguiça, desinteresse ou falta de responsabilidade. Em muitos casos, o comportamento pode surgir quando uma atividade provoca medo, insegurança, cobrança excessiva ou receio de fracassar.
Para explicar esse processo, a psicóloga recorreu ao comportamento observado em alguns animais diante de uma ameaça. Quando não conseguem lutar ou fugir, eles podem permanecer imóveis como estratégia de sobrevivência. De maneira semelhante, uma pessoa ansiosa pode travar diante de uma situação que considera difícil, mesmo sabendo que precisa agir.
Esse mecanismo ajuda a compreender por que algumas pessoas adiam compromissos profissionais, estudos, decisões pessoais e até atividades aparentemente simples. Quanto maior a pressão interna, mais ameaçadora a tarefa pode parecer. Como consequência, cresce a tendência de evitá-la.
O adiamento proporciona um alívio momentâneo, mas não resolve o problema. Depois, podem aparecer culpa, frustração e autocobrança, aumentando novamente a ansiedade e alimentando um ciclo de paralisia emocional.
O conteúdo teve ampla repercussão entre os seguidores de Cecília, ultrapassando 32 mil curtidas e registrando milhares de compartilhamentos. Na publicação, ela brincou ao perguntar quem fazia parte do “time dos gambazinhos”, forma bem-humorada de se referir às pessoas que se identificam com essa reação de imobilidade.
Atualmente dedicada à psicologia, Cecília Dassi utiliza as redes sociais para tratar de saúde emocional com uma linguagem simples e acessível. No perfil, ela se apresenta como psicóloga registrada no CRP 05/45580 e afirma oferecer um espaço de análise crítica e acolhimento.
A abordagem reforça a importância de observar as causas da procrastinação antes de reduzir o comportamento a uma falha pessoal. Dividir tarefas em pequenas etapas, estabelecer metas possíveis e compreender os sentimentos envolvidos pode ajudar a romper esse ciclo. Quando a ansiedade e a paralisação passam a prejudicar a rotina, o trabalho ou os relacionamentos, a orientação de um profissional de saúde mental pode ser necessária.
A publicação está disponível no perfil oficial de Cecília Dassi no Instagram.





