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“Escudo das Américas”: entenda a aliança liderada pelos EUA contra o crime organizado

Coalizão reúne 19 países da América Latina e do Caribe e prevê ações conjuntas contra cartéis e grupos ligados ao narcotráfico

Os países que integram o “Escudo das Américas”, também chamado de “Coalizão das Américas contra os Cartéis”, assinaram nesta terça-feira (22) um acordo que prevê sanções contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). As duas organizações foram classificadas no documento como “ameaças compartilhadas”.

A declaração estabelece que os países poderão adotar, de acordo com suas respectivas legislações e obrigações internacionais, medidas como congelamento de bens, restrições de imigração e de vistos para integrantes, associados e apoiadores dos grupos.

O acordo também prevê responsabilização criminal de pessoas que forneçam conscientemente apoio material às organizações, incluindo suporte logístico.

Primeira operação envolve 24 organizações

De acordo com o documento, a primeira ação conjunta do “Escudo das Américas” terá como alvo 24 organizações classificadas como “organizações narcoterroristas transnacionais”.

A coalizão é liderada pelos Estados Unidos e reúne atualmente cerca de 19 países da América Latina e do Caribe. A iniciativa começou com 12 integrantes e passou a contar com sete novos países.

Segundo a análise apresentada pela editora de Internacional da CNN, Mariana Catacci, a expansão ocorre em um cenário de aproximação entre o governo de Donald Trump e administrações da região.

Combate ao narcotráfico

O objetivo declarado da aliança é ampliar a cooperação no combate ao narcotráfico e às organizações criminosas envolvidas com o tráfico internacional de drogas.

Entre as estratégias estão o compartilhamento de informações de inteligência e a realização de operações militares conjuntas. O modelo, segundo a explicação apresentada pela CNN, tem como referência ações anteriores dos Estados Unidos contra embarcações consideradas suspeitas no Caribe e no Oceano Pacífico.

A iniciativa também está relacionada à política de segurança dos Estados Unidos na fronteira sul, que inclui ações de combate ao tráfico de drogas e à imigração irregular.

Presença de tropas americanas

Além das operações coordenadas, Colômbia, Equador e Paraguai já teriam concordado em permitir o estacionamento de tropas norte-americanas em seus territórios.

Outros países da região também estariam negociando acordos semelhantes com os Estados Unidos.

A movimentação é apresentada como parte de uma estratégia para ampliar a cooperação militar e de segurança na região e reforçar a presença dos Estados Unidos no hemisfério ocidental.

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