O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), uma operação para investigar um suposto esquema de fraudes estimado em aproximadamente R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole (IRM). A ação atingiu familiares do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL).
Entre os alvos está Amanda Íthala Santos da Paschoa, cunhada do parlamentar e gestora de contratos do IRM, que foi presa durante a operação. Já Maurício Silva Knoploch, pai do deputado e diretor de Planejamento e Projetos do instituto, teve mandado de prisão expedido e é considerado foragido.
Segundo o Ministério Público, Maurício Knoploch é apontado como um dos responsáveis por articular um suposto esquema de direcionamento de licitações dentro do Instituto Rio Metrópole. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Até o momento, cinco investigados foram presos, entre eles o presidente do Instituto Rio Metrópole, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê.
A investigação também chama atenção porque, no ano passado, Maurício Knoploch recebeu a Medalha Tiradentes, maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Jorge Felippe Neto (PL) e contou com a presença de Alexandre Knoploch e de Davi Perini Vermelho, preso na operação desta quinta-feira.
Até o momento, não há informação de que o deputado Alexandre Knoploch seja alvo da investigação ou tenha sido denunciado pelo Ministério Público. Os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa, enquanto as investigações seguem em andamento.





