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Secretário defende que PCC, CV e milícias sejam tratados como organizações criminosas

O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa Veloso, afirmou que grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e milícias devem ser tratados como organizações criminosas de alto impacto, sem distinção. Em entrevista, ele também detalhou a nova fase do programa Celular Seguro, voltada para recuperar aparelhos roubados e combater o mercado ilegal de celulares.

Segundo Chico Lucas, a atualização do programa permite integrar dados de boletins de ocorrência de todos os estados ao sistema federal. Com isso, vítimas podem cadastrar aparelhos roubados, inclusive casos antigos, desde que tenham informações como o IMEI (número de identificação do celular).

A nova etapa busca não apenas bloquear aparelhos, mas localizar a cadeia de comércio ilegal. Pessoas que compraram celulares roubados sem saber poderão devolver os equipamentos em delegacias sem serem presas, desde que fique demonstrada a ausência de intenção de cometer crime.

O secretário afirmou que existe uma rede de comércio envolvendo celulares roubados, com atuação de quadrilhas especializadas em furtos durante eventos, venda em plataformas digitais e comércio popular. Segundo ele, esses grupos acabam se conectando ao crime organizado.

Chico Lucas também destacou que aparelhos roubados podem ser usados para outros crimes, como golpes virtuais, fraudes e ameaças, inclusive dentro de presídios. Ele ressaltou, porém, que o governo não tem acesso à localização dos celulares, já que esse tipo de dado depende de autorização judicial.

Sobre o combate às milícias e facções, o secretário afirmou que todas devem ser enquadradas como organizações criminosas. Para ele, grupos como PCC, CV e milícias estão previstos na mesma legislação e representam ameaças semelhantes ao país. O governo, segundo ele, trabalha com integração de dados e apoio às forças estaduais em operações contra essas organizações.

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