Flávio Bolsonaro Fala sobre Apoios Políticos e Crescimento das Bancadas
O candidato à Presidência do Brasil pelo PL, Flávio Bolsonaro, declarou na última quarta-feira, 7 de outubro de 2026, que não participou de negociações para conquistar os apoios partidários que têm recebido em sua campanha. Até o momento, o senador já contava com o apoio oficial de partidos como PP, União Brasil e Novo, além de estar em conversações com os Republicanos e o Podemos.
Durante uma conversa com a imprensa após se reunir com representantes do partido Novo, Flávio enfatizou que o apoio recebido se baseia em critérios programáticos.
“O apoio tem sido programático… Esse é o critério que adotaram. Muitos individualmente já estavam caminhando comigo no primeiro turno, mas agora é um momento ainda mais importante, em que há essa aderência oficial em conjunto, de uma forma programática”, afirmou.
Ele expressou sua satisfação com o crescimento das bancadas no Congresso, onde o PL elegeu um total de dez deputados federais e três senadores. “É um partido que vem para somar muito, não apenas agora, nessa campanha, mas se Deus quiser também na constituição do novo Brasil que virá”, acrescentou Flávio.
Negociações e Apoios no Horizonte
De acordo com Flávio, já ocorreram negociações com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, que está consultando os membros de sua sigla para decidir sobre um possível apoio no segundo turno da eleição.
Em meio a esta etapa de negociações, Eduardo Ribeiro, presidente do Novo, comemorou os resultados obtidos nas eleições para o Congresso e destacou que, com uma bancada maior, os partidos de direita poderão avançar na troca do presidente do Senado, atualmente sob a liderança de Davi Alcolumbre (União-AP). O PL, segundo Ribeiro, tem interesse em eleger Rogério Marinho (PL-RN) para assumir essa posição de comando na Casa Alta.
Crítica à Medida Provisória sobre Apostas
Em relação à recente Medida Provisória (MP) que proíbe apostas (as bets) no Brasil, Flávio Bolsonaro optou por não se posicionar de forma clara sobre como irá votar, mas aproveitou para criticar a atual proposta, alegando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “agrediu” os clubes de futebol e a segurança jurídica com a implementação dessa MP.
Flávio descreveu a situação dizendo: “Ele agrediu a segurança jurídica, agrediu os clubes, diversas empresas. Imagina a loja que vende camisa de time pelo Brasil inteiro, tendo que jogar fora o seu estoque, porque na camisa tem a propaganda de uma bet”.
Apesar de sua crítica ao texto e a proposta de proibição, Flávio destacou que pretende manter as bets reguladas no Brasil.
“Temos que distinguir essa situação. As bets ilegais têm que ser proibidas de verdade, não são fiscalizadas pelo atual governo. O governo tomou o dinheiro dessas empresas bets reguladas que pagaram caro para entrar no mercado, para estarem reguladas.
E do nada, o cara dá uma canetada”, afirmou.
Além disso, Flávio já havia prometido que, se for eleito, terá como prioridade a proibição de cassinos online, mas deixou claro que pretende manter as apostas regulamentadas.





