Fiscalização em Cabo Frio
A fiscal do Meio Ambiente de Cabo Frio, Marcella Santana, realizou uma fiscalização crítica após identificar o descarte irregular de entulho em uma área pública do município. Durante a ação, ela destacou a quantidade significativa de resíduos acumulados nas proximidades de um bueiro, colocando em risco não apenas a infraestrutura local, mas também a saúde e segurança da comunidade.
A fiscalização se concentrou em uma residência onde o entulho estava sendo lançado. A moradora, que aparentemente estava em casa com o portão aberto, não se manifestou quando a fiscal tentou contato. “Olha onde é o bueiro, onde jogam o entulho. Olha a quantidade e o tamanho do muro dessa residência”, afirmou Marcella, evidenciando a preocupação com a acumulação de material em um espaço inadequado.
A falta de caçamba e suas consequências
Um dos pontos criticados pela fiscal foi a ausência de uma caçamba apropriada para o armazenamento dos resíduos. Marcella questionou por que o equipamento não foi colocado anteriormente para facilitar a destinação correta do entulho da obra. Segundo ela, a caçamba só foi disponibilizada após a visita do secretário de Meio Ambiente, que alertou sobre a recusa da Consercaf em retirar o material se ele não fosse adequadamente armazenado.
“Só colocou caçamba porque o secretário de Meio Ambiente esteve aqui e falou que a Consercaf não iria retirar se não tivesse caçamba. Senão, não iria ter caçamba”, revelou a fiscal. Sua crítica se estendeu à falta de entendimento por parte de trabalhadores que realizaram a obra, que não atenderam à equipe durante a vistoria.
Consequências e próximos passos
Marcella enfatizou a importância de um padrão adequado de descarte de entulho e as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores em manter a limpeza pública. “Depois a gente fala que atrapalha a vida de pobre ou de trabalhador. Não pode colocar uma caçamba. Isso que eu queria entender”, destacou.
A situação foi registrada e será encaminhada à Secretaria de Meio Ambiente, que irá avaliar os relatos e a necessidade de um comparecimento do responsável pela obra para prestações de contas. Este incidente reitera a relevância de regulamentações rígidas sobre a destinação de resíduos e a continuidade do monitoramento e fiscalização para evitar a degradação do espaço urbano.
Os envolvidos foram procurados para comentários, mas até o momento não responderam. A reportagem segue aberta para manifestações.





