CidadesDestaque

Estudo aponta vantagens de implementação de emissário submarino de efluentes em Arraial

Uma análise solicitada pela empresa responsável pela distribuição de água e tratamento de esgoto da Região dos Lagos, a Prolagos, considerou viável a implantação de um emissário submarino de efluentes.

O estudo reuniu técnicos da área de engenharia costeira e oceanográfica.

Intitulado “Análises de hidrodinâmica ambiental pertinentes ao projeto de um emissário na Praia Grande – Arraial Do Cabo, Rj” , o trabalho conclui da viabilidade de posicionamento de um emissário submarino de efluentes na Praia Grande em Arraial do Cabo, RJ.

O emissário submarino de efluentes na Praia Grande, ESEPG, disporia no mar os efluentes tratados das ETEs Siqueira, Monte Alto e Arraial do Cabo.

De acordo com a análise, pelos resultados apresentados, conclui-se pela ampla viabilidade da instalação de um emissário de efluentes de ETEs na Praia Grande como o ESEPG-C02, pois não há risco de dano ambiental no corpo receptor, nem de contaminação de áreas de turismo, esporte e lazer.

O estudo aponta ainda que o maior benefício da construção do ESEPG para lançamento de efluentes das ETEs listadas seria para a qualidade ambiental da Lagoa de Araruama, especialmente na região da Praia do Siqueira, pois não haveria mais lançamentos de efluentes de ETEs na região.

A grande vantagem dos emissários é permitir a diminuição considerável dos custos operacionais das estações de tratamento de esgoto. Os técnicos apontam que desta forma, o custo de investimento de capital na implantação do ESEPG seria compensado pelo menor custo na operação das ETEs.

Para lançamento de efluentes pelo ESEPG, bastaria que as ETEs tivessem um tratamento primário convencional.

No caso de ETEs com lançamentos na Lagoa de Araruama, ainda que o tratamento seja terciário, os resíduos de nutrientes contribuem para a eutrofização de um sistema lagunar concentrador.

“Em nosso entendimento, o ESEPG seria a melhor alternativa para melhoria de qualidade de água na porção Leste da Lagoa de Araruama, especialmente na região da Praia do Siqueira e Canal da Álcalis”, afirma o corpo técnico responsável pelo estudo.

 

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo