Política

Coordenador da campanha do PL admite não ter provas de fraude eleitoral

Rogério Marinho classificou carta de Flávio Bolsonaro como um desabafo após derrota nas urnas; senador do PL havia contestado o resultado da eleição presidencial

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que não há provas para sustentar as acusações de fraude nas eleições de 2026. A declaração foi feita nesta quarta-feira (28), após a divulgação de uma carta em que Flávio contestou o resultado do segundo turno.

“O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, declarou Marinho durante entrevista coletiva no Senado. A afirmação contrasta com as acusações feitas por Flávio, que foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marinho diz que carta foi um desabafo

Ao comentar o documento, Marinho avaliou que a manifestação de Flávio poderia ser entendida como um desabafo de alguém que se sente injustiçado após a derrota eleitoral. O senador também afirmou acreditar que houve um problema na elaboração da carta, que teve versões diferentes divulgadas nas redes sociais.

Na primeira versão publicada no X, Flávio se declarou o “verdadeiro presidente eleito do país”. Cerca de meia hora depois, o texto foi substituído por outro em que ele se apresentava como “líder do Brasil”.

TSE afirma que eleição ocorreu dentro da normalidade

Na carta, Flávio também questionou a extensão do horário de votação no segundo turno. A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, após pedido das campanhas do PL e do PT.

Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, as duas horas adicionais de votação contabilizaram 34.393 votos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o pleito ocorreu dentro da normalidade e destacou o respeito à legislação e à vontade do eleitorado.

O resultado foi reconhecido pelo TSE, e o próprio PL também reconheceu a vitória de Lula. Até o momento, as acusações de fraude mencionadas na carta de Flávio não foram acompanhadas de provas que as sustentem.

Senador deixou o Brasil após a eleição

Flávio Bolsonaro deixou o país após a derrota eleitoral e seguiu para os Estados Unidos. Marinho afirmou que esperava que o aliado permanecesse no Brasil para liderar a oposição. O coordenador da campanha também rejeitou a possibilidade de intervenção estrangeira em questões políticas internas brasileiras.

“Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil”, afirmou o senador.

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