
Ele convencia as vítimas a investir em uma plataforma operada por uma empresa conhecida como “Banco do Pastor”. A promessa era de um retorno mensal de aproximadamente 10% sobre o valor aplicado.
Como o esquema funcionava
Após captar os recursos, os pagamentos dos rendimentos prometidos começaram a falhar, até serem completamente interrompidos. Os agentes identificaram pelo menos sete registros de ocorrência relacionados ao golpe, com um prejuízo calculado em cerca de R$ 1,11 milhão.
A investigação revelou uma estrutura complexa, com tarefas divididas entre captadores de clientes e operadores financeiros. Pessoas físicas e jurídicas eram usadas para administrar e movimentar o dinheiro das vítimas.
O quadro societário da empresa responsável pelo falso banco digital chamou a atenção. Com um capital social declarado de R$ 5 milhões, alguns sócios não tinham capacidade financeira compatível, indicando o uso de interpostas pessoas para ocultar os verdadeiros beneficiários do negócio.
Os valores obtidos das vítimas foram direcionados para contas pessoais do principal alvo da operação e para empresas ligadas a ele, incluindo negócios nos setores de construção civil, laboratório e consultoria contábil. Uma conta de uma instituição de pagamentos teria funcionado como “conta de passagem”, movimentando mais de R$ 5,4 milhões em operações classificadas como estornos.
A esposa e o filho do líder religioso também participavam da estrutura criminosa. Eles apareciam como sócios de empresas utilizadas para movimentar os recursos e realizar saques de grandes quantias em dinheiro.
As diligências continuam para aprofundar a apuração das conexões financeiras e patrimoniais entre os investigados, identificar outros envolvidos e recuperar os ativos obtidos com as atividades ilícitas.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.





