O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Ouroboros para desarticular um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM). As investigações apontam fraudes em contratos que somam R$ 86 milhões, além de indícios de desvio e lavagem de dinheiro.
Foram expedidos seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Entre os presos está o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê. Também foram detidos Amanda Íthala Santos da Paschoa, Caroline Soares Barros, Franquis Dias Nepomuceno e Marcelo Lopes da Silva.
Segundo o MPRJ, Caroline Soares Barros atuava como fiscal de contratos do IRM e presidia o Instituto BIO, apontado como entidade de fachada utilizada para movimentar os recursos desviados. Ela é investigada como a chamada “Mulher da Mala”, responsável por sacar parte do dinheiro, com escolta armada.
Amanda Íthala Santos da Paschoa assumiu a fiscalização dos contratos após Caroline e é suspeita de atestar a execução dos serviços. Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil, é apontado como responsável pelo controle das despesas e pela coordenação da empresa RioForte, que fazia a escolta dos valores.
Já Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado e chefe da Procuradoria-Geral do IRM, é investigado por emitir pareceres que deram respaldo jurídico às contratações e ao reajuste considerado irregular.
O diretor de Planejamento e Projetos do IRM, Maurício Silva Knoploch, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), também é alvo da operação e segue sendo procurado.
Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.





