
Por Marcela Cunha, g1 — Brasília
O cardiologista Brasil Caiado, um dos médicos de Jair Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente caiu após tentar caminhar na sala da Polícia Federal em que está preso.
Segundo Caiado, a hipótese de uma convulsão foi descartada após exames realizados em Bolsonaro nesta quarta.
“Na madrugada de ontem o presidente apresentou uma queda dentro do seu quarto. Inicialmente pensamos que era uma queda da cama, depois conversando com ele […] ele levantou, tentou caminhar e caiu, não foi apenas uma queda da cama”, disse o médico.
“Em relação a crise convulsiva, não se confirmou pelo exame. Foi uma suspeita clínica. Fica no ar, mas provavelmente não [ocorreu]”, completou Brasil Caiado.
Conforme o médico, os exames apontaram um “traumatismo craniano leve” no ex-presidente e não há lesões intracranianas.
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Bolsonaro deixa hospital e volta para prisão na PF após exames, diz Michelle
Exames foram solicitados pela defesa do ex-presidente após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou nesta quarta-feira (7) por exames na cabeça após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro passou mal novamente na madrugada de terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político e pela Polícia Federal.
Ele chegou nesta manhã ao hospital particular DF Star para ser submetido aos seguintes exames:
- Tomografia Computadorizada de Crânio;
- Ressonância Magnética de Crânio; e
- Eletroencefalograma.
Todos os procedimentos são feitos para avaliar a área do crânio, contudo cada um tem uma especificidade (saiba quais abaixo).
Os exames foram solicitados pela defesa do ex-presidente e autorizados nesta quarta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Tomografia Computadorizada de Crânio
Exame de imagem que utiliza raios-x e tecnologia computadorizada para gerar cortes detalhados da cabeça.
Para que serve: identifica fraturas, hemorragias, coágulos, tumores e outras alterações estruturais. É muito usada em casos de trauma craniano para diagnóstico rápido e também para acompanhar a evolução de doenças ou planejar cirurgias.
Como é feito: o paciente deita em uma maca que passa por um equipamento em formato de túnel. Pode ser necessário usar contraste. O exame dura poucos minutos e exige imobilidade.
Utiliza campo magnético e ondas de rádio — sem radiação — para produzir imagens detalhadas do cérebro e estruturas internas da cabeça.
Para que serve: indicada para avaliar tumores, aneurismas, AVC, inflamações, esclerose múltipla e outras lesões neurológicas. Também é usada para monitorar tratamentos e planejar cirurgias.
Como é feito: o paciente entra em um túnel magnético, podendo receber contraste à base de gadolínio. O exame dura cerca de 30 minutos, é barulhento e exige imobilidade.
Eletroencefalograma
Registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo.
Para que serve: ajuda a diagnosticar epilepsia, alterações de consciência, distúrbios do sono, encefalites e sequelas de AVC. Também pode indicar morte cerebral ou monitorar anestesia.
Como é feito: são fixados eletrodos com gel na cabeça, e o paciente segue estímulos simples, como abrir e fechar os olhos. O exame dura de 20 a 40 minutos.
Por que os três exames juntos?
A tomografia mostra estruturas ósseas e possíveis sangramentos; a ressonância detalha tecidos moles e lesões neurológicas; e o eletroencefalograma avalia a atividade elétrica cerebral.
Combinados, oferecem uma visão completa da anatomia, do funcionamento e de possíveis alterações no cérebro, fundamentais para diagnóstico e definição de tratamento.
Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu da cama onde dorme na sala de Estado-maior e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.
Segundo a TV Globo apurou, o ex-presidente não chegou a pedir ajuda aos agentes da PF após a queda. A lesão foi identificada apenas no dia seguinte.
Após avaliação, o médico responsável recomendou que ele permanecesse sob observação.
No início da tarde desta terça, a Polícia Federal divulgou uma nota na qual confirmou o atendimento médico após queda na madrugada.
Segundo a PF, o médico da corporação constatou que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de ida ao hospital, sendo indicada apenas observação.
Em seguida, a informação foi atualizada. De acordo com a PF, um eventual encaminhamento ao hospital dependeria de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/01/07/bolsonaro-deixa-hospital-apos-exames.ghtml




