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Zélia Duncan comemora 40 anos de carreira

A cantora fluminense Zélia Duncan celebra os 40 anos de carreira com dois álbuns, ao longo de 2021. Já gravados, os dois discos gravitam em torno de obras específicas de compositores.  O primeiro, Minha voz fica, tem lançamento programado para 5 de fevereiro. Trata-se de álbum gravado somente com músicas de Alzira E – artista mato-grossense que se lançou com o nome de Alzira Espíndola (a irmã de Alzira é a cantora Tetê Espíndola) – com diversos parceiros. Várias músicas do repertório são inéditas.

Gravado por Zélia somente com o violonista Pedro Franco, com produção musical de Ana Costa, o álbum Minha voz fica será precedido em 22 de janeiro com a edição do single Beijos longos. No single, Zélia Duncan e Pedro Franco registram Beijos longos, música de Alzira E, arrudA e Jerry Espíndola apresentada por Alzira há dez anos no álbum Pedindo a palavra (2011).

O álbum Minha voz fica será editado dentro do projeto Joia ao vivo, da Joia Moderna, gravadora aberta pelo DJ Zé Pedro há dez anos.

O outro álbum comemorativo dos 40 anos de carreira de Zélia Duncan é dedicado às parcerias da artista com o compositor pernambucano Juliano Holanda. Já finalizado, o disco ainda será mixado e masterizado para ser lançado ao longo de 2021.

Todas as músicas são inéditas, com exceção de Eu e vocês (2020), composição que batizou álbum lançado por Elba Ramalho no ano passado. Uma das músicas inéditas desse segundo disco é Vou gritar seu nome.

Trajetória

Foi no início dos anos 80 que pôs os pés na profissão de cantora e sua estreia como solista aconteceu em 1987 no Botanic, no Rio, quando ainda adotava o nome artístico Zélia Cristina.

Em 1990 lançou pela Eldorado o LP “Outra Luz”, mas, insatisfeita, passou um semestre nos Emirados Árabes, cantando em um hotel.

Voltou em 1992 e gravou uma faixa no songbook de Dorival Caymmi produzido pela editora Lumiar. Mudou o nome para Duncan (nome de solteira da mãe) e passou a ser incluída numa nova safra de cantoras que surgiu na década de 90, ao lado de Adriana Calcanhoto, Cássia Eller e Marisa Monte. E 1994 saiu o CD “Zélia Duncan”, incluindo o hit “Catedral” (versão do sucesso da cantora alemã Tanita Tikaram), que jogou os holofotes sobre a violonista, compositora e cantora de voz grave.

Em 1997 gravou “Intimidade”, que a levou para uma temporada no Japão e Europa. No ano seguinte, é a vez de “Acesso”, produzido por Christiaan Oyens, com maior teor folk e pop e com participações de Jacques Morelenbaum e do grupo Uakti.

Em 2004, Zélia lança “Eu Me Transformo Em Outras”. Baseado no show homônimo, o disco traz interpretações da cantora que deixam de lado a marca pop que a consagrou para experimentar os caminhos do samba.

O álbum seguinte foi “Pré Pós Tudo Bossa Band”, lançado em 2005 pela Duncan Discos. A canção título, que abre o CD, é um composição de Zélia com Lenine. Além disso, o trabalho também traz parceria com Mart´nália, Moska, Pedro Luís, Beto Villares e Christiaan Oyens.

Em 2006, a cantora se uniu aos irmãos Serginho e Arnaldo Baptista e o baterista Dinho e saiu em turnê internacional na badalada volta dos Mutantes, substituindo os vocais que um dia foram de Rita Lee. O sucesso das apresentações na Europa foi tão grande, que Zélia foi convidada a integrar oficialmente a banda.

Em 2008, Zélia se une à cantora Simone para lançar o DVD ‘Amigo é casa’, projeto que Zélia leva paralelamente ao seu trabalho solo.

Em 2009, Zélia grava o CD ‘Pelo sabor do gesto’, muito bem recebido pela crítica e pelo público. Com esse trabalho recebe uma indicação ao Grammy Latino 2009 e ganha o prêmio de Melhor Cantora na categoria Pop/rock da 21o. edição do Prêmio de Música.

Em 2011 a cantora e compositora niteroiense completa 30 anos de carreira e para as comemorações deste ano tão especial, grava o DVD ‘Pelo sabor do Gesto Em Cena’ (indicado em 2012 ao Grammy Latino), e estreia o espetáculo ‘Totatiando’, inspirado na obra de Luiz Tatit e dirigido pela atriz Regina Braga.

Em 2012, Zélia começa a se despedir da turnê ‘Pelo sabor do gesto’. Em junho do mesmo ano, é convidada por José Maurício Machline a apresentar a 22ª edição do Prêmio de Música Brasileira, ao lado de Luana Piovani. Ainda em 2012, e paralelamente aos shows, Zélia gravou um CD apenas com músicas de Itamar Assumpção, ‘Zélia Duncan canta Itamar Assumpção Tudo Esclarecido’, lançado no final do ano pela Warner Music. No segundo semestre, Zélia volta a apresentar ‘Totatiando’ e mantém o espetáculo, aclamado pela crítica, em turnê pelo país.

Em 2013, venceu em duas categorias do Prêmio da Música Brasileira com o álbum ‘Zélia Duncan canta Itamar Assumpção Tudo Esclarecido’, que também ganhou edição em vinil.

2015 marca o relançamento do álbum “Eu Me Transformo Em Outras”, em CD e DVD, e o lançamento do tão aguardado cd de sambas de Zélia, ambos pela gravadora Biscoito Fino. “Antes do Mundo Acabar” traz 14 sambas, sendo dez inéditos e nove com a assinatura de Zélia com parceiros. No mesmo ano, Zélia inaugura coluna semanal no jornal O Globo, um dos veículos de maior circulação nacional.

Em 2016, Zélia continua em cartaz com “Totatiando”, desta vez através do projeto Vivo EnCena, e sai em turnê com o show “Antes do Mundo Acabar” com apresentações pelo Brasil. Com o novo álbum, Zélia foi consagrada na 27ª edição do Prêmio da Música Brasileira com três prêmios, o de melhor canção (“Antes do Mundo Acabar”) e os de melhor álbum e melhor cantora na categoria de samba.

Paralelamente aos shows, Zélia começa uma incursão pelos palcos agora também como atriz ao aceitar o convite do diretor teatral Moacyr Góes para estrear o musical Alegria, Alegria em São Paulo em 2017.  No ano seguinte atua na comédia “Mordidas”, do argentino Gonzalo de Maria, ao lado de Ana Beatriz Nogueira, Regina Braga e Luciana.

Atualmente Zélia está em turnê com os shows “O lado bom da solidão” (voz e violão) e “Invento+”, no qual interpreta Milton Nascimento acompanhada apenas pelo grande cellista Jaques Morelenbaum. Com este disco, Zélia ganhou o prêmio de melhor cantora de MPB na 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira (2018).

Em 2019 a cantora e compositora prepara um novo disco autoral pop/folk, com seu parceiro Christiaan Oyens na produção musical. Os dois juntos, são autores de muitos de seus maiores sucessos, como Não Vá Ainda, Nos Lençóis Desse Reagge, Enquanto Durmo e Sentidos.

 

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