
A Polícia Federal identificou um grupo de WhatsApp usado por Daniel Vorcaro para orientar a produção de documentos fraudulentos para mascarar fraudes no Banco de Brasília (BRB). De acordo com as investigações, o grupo “Info BRB” era usado na produção de comprovantes de valores de carteiras de créditos imprestáveis.
Em uma das mensagens, ele se irritou com a produção de documentos falsos de uma carteira de crédito bilionária ligada a Tirreno. “Pessoal. Saldo não pode ser 6.400!!! Era 7.200. Valor da recompra”, escreveu Vorcaro. As diligências apontam que ele estava se referindo a valores de R$ 6,4 bilhões e R$ 7,2 bilhões.
A informação foi revelada pelo jornal Estado de São Paulo e confirmada pelo Correio junto a fontes na Polícia Federal. De acordo com os investigadores, a Tirreno é suspeita de ser uma empresa de fachada e foi a principal origem dos títulos podres comprados pelo BRB do Master.
Os documentos fraudulentos foram apresentados ao Banco Central. O relatório parcial da investigação aponta que a “manipulação do valor final do extrato relativo ao pagamento da Tirreno pelo pagamento dos créditos originados e posteriormente cedidos ao BRB”.
As conversas no grupo envolviam Vorcaro, Alberto Félix, à época superintendente de tesouraria do Master, e Ângelo Silva, diretor financeiro do banco, antes da empresa ser liquidada pelo Banco Central.
Os documentos fraudulentos eram registrados em cartório e Vorcaro demonstrava pressa, a fim de repassar com celeridade os títulos imprestáveis ao BRB. A compra destes títulos deixou um rombo bilionário no banco distrital — que tem até a próxima sexta-feira (29/5) para divulgar o balanço financeiro, apontando o prejuízo causado.




