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Rodrigo Bacellar, TH Joias e mais 3 são indiciados pela PF por ligação com o Comando Vermelho

O deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente licenciado da Alerj, o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, e outras três pessoas foram indiciadas por vazar informações sigilosas para o Comando Vermelho.

Por Marco Antônio Martins, g1 Rio

O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e outras três pessoas foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de vazar informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho.

Também foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O g1 tenta contato com a defesa dos acusados.

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, que chegou a ser preso no curso das investigações, não foi indiciado. Segundo a Polícia Federal, a medida se deve às regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece procedimentos específicos para a responsabilização de magistrados.

Bacellar, que está licenciado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal (PF) na Operação Unha e CarneEle é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso.

No dia 9 de dezembro Bacellar deixou a prisão, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a substituição da detenção por medidas cautelares.

Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou de ser deputado após sua prisão.

Dinheiro apreendido pela PF no carro de Bacellar: total foi mais de R$ 90 mil — Foto: Reprodução

Dinheiro apreendido pela PF no carro de Bacellar: total foi mais de R$ 90 mil — Foto: Reprodução

Mudança com caminhão-baú

O Blog do Octavio Guedes mostrou que, na tarde de 2 de setembro, véspera da Operação Zargun, Bacellar ligou para TH Joias, avisou que haveria mandados contra ele e o orientou a destruir provas — o ourives chegou a organizar uma mudança e usou até um caminhão-baú para isso.

TH de fato não estava em casa, na Barra da Tijuca, quando as equipes chegaram, e só foi encontrado horas depois na residência de um amigo, no mesmo bairro.

TH Joias e Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj — Foto: Divulgação

TH Joias e Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj — Foto: Divulgação

Relembre a prisão de TH Joias

Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, foi preso no dia 3 de setembro por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheirosuspeito de negociar armas e acessórios para o Comando Vermelho (CV).

TH era 2º suplente e assumiu em junho do ano passado, após a morte de Otoni de Paula Pai e a recusa de Rafael Picciani em herdar essa cadeira na Alerj — ele saiu para compor o secretariado do governador Cláudio Castro (PL). Mas bastou Picciani retomar a vaga para que TH perdesse o cargo — Castro exonerou Picciani da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer e o mandou de volta à Alerj.

TH Joias foi alvo de 2 operações simultâneas, de investigações convergentes. Uma cumpriu mandados expedidos pela Tribunal Regional Federal; outra, pelo Tribunal de Justiça do RJ.

A PF diz ter identificado “um esquema de corrupção envolvendo a liderança da facção no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos”.

Pela Operação Zargun — cujo suposto vazamento levou à operação desta quarta-feira —, a PF saiu para cumprir 18 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, além do sequestro de bens no total de R$ 40 milhões, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A investigação foi da Delegacia de Repressão à Entorpecentes (DRE), da PF, e do Ministério Público Federal.

Investigações identificaram um esquema de corrupção envolvendo TH, chefes do CV e outros agentes públicos, incluindo um delegado da PF, policiais militares e ex-secretários.

“A organização infiltrava-se na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais”, afirmou a PF.

Os alvos respondem por organização criminosatráfico internacional de armas e drogascorrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Fonte https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/02/27/rodrigo-bacellar-th-joias-e-mais-3-sao-indiciados-pela-pf.ghtml

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