Um lago formado após o colapso de uma geleira na região da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, pode romper nos próximos três dias e provocar novas inundações e avalanches. O alerta foi divulgado pelo Times of India, com base em informações de autoridades chinesas.
O reservatório surgiu próximo à confluência dos rios Chhochen Khola e Purepu Tsangpo, no Nepal. Segundo o Ministério dos Recursos Hídricos da China, o lago acumulava cerca de 2 milhões de metros cúbicos de água até a manhã desta quinta-feira (27), volume equivalente a aproximadamente 800 piscinas olímpicas.
A situação é considerada preocupante porque o reservatório já estaria transbordando. As autoridades chinesas estimam que outros 3 milhões de metros cúbicos de água possam chegar ao local nos próximos três dias, aumentando o risco de rompimento da barreira natural.
Autoridades monitoram risco de nova inundação
A emissora estatal chinesa CCTV informou que o lago está sendo monitorado de forma contínua. Equipes também realizam simulações para estimar os possíveis impactos de uma nova enchente e avaliar os riscos para as áreas próximas.
As medidas têm como objetivo antecipar uma eventual ruptura e orientar as operações de resgate e retirada de moradores de regiões que possam ser atingidas.
Novo alerta após desastre na fronteira
O risco ocorre poucos dias depois de um desastre de grandes proporções atingir a região entre o Nepal e a China. O colapso de uma geleira provocou enchentes e deslizamentos de terra, destruindo comunidades e deixando um grande número de pessoas desaparecidas.
Até esta quinta-feira, os governos dos dois países haviam informado mais de 300 mortes e cerca de 1.500 desaparecidos. Os números ainda são preliminares e apresentam diferenças entre os balanços oficiais devido às dificuldades de comunicação e ao trabalho de verificação nas áreas atingidas.
Um eventual rompimento do novo lago pode atingir comunidades que já sofreram com as primeiras enchentes e também representar um novo obstáculo para as equipes de emergência que trabalham na busca por sobreviventes.
As autoridades seguem acompanhando o nível da água e as condições da barreira natural para avaliar a necessidade de novas medidas de segurança.





