
A ação ocorre no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins. No RJ, há mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Nilópolis, Mesquita e Itaguaí.
De acordo com a especializada, a organização tinha uma estrutura dividida em núcleos com funções específicas e atuação em diferentes estados. Conforme a investigação, os furtos aconteciam principalmente durante a madrugada. Caminhões eram usados para arrancar cabos subterrâneos, enquanto motocicletas atuavam como batedores para monitorar a movimentação policial e bloquear vias.
Após a retirada, os materiais eram levados para pontos de fracionamento. Em seguida, segundo a polícia, os itens eram vendidos a ferros-velhos e empresas de reciclagem vinculadas ao grupo.
Ainda de acordo com a DRF, o núcleo financeiro emitia notas fiscais falsas para dar aparência de legalidade às transações. Os valores eram fragmentados por meio de transferências bancárias sucessivas para dificultar o rastreamento.
A ação integra a Operação Caminhos do Cobre, iniciativa permanente da Polícia Civil para combater o furto de cabos e materiais metálicos em todas as etapas, do furto à revenda.
Desde setembro de 2024, segundo a corporação, foram realizadas mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos, com cerca de 200 prisões de responsáveis por estabelecimentos. No mesmo período, aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas.



