
A primeira etapa de execução do Projeto de Recuperação Florestal da vegetação de restinga da Praia do Pecado está prevista para ocorrer entre os dias 18 e 28 deste mês. A iniciativa da Secretaria Municipal de Ambiente, Sustentabilidade e Clima integra o projeto ‘Restinga Boa é Restinga Nativa’. A ação visa a recuperação da vegetação nativa de restinga, abrangendo uma área estimada de 1,91 hectares na faixa litorânea norte da praia.
“A execução do ‘Restinga Boa é Restinga Nativa’ consolida políticas públicas ambientais baseadas em planejamento e responsabilidade técnica. Além da recuperação ecológica, o projeto prevê a instalação de placas educativas ao longo da praia. Esta é uma ação estratégica para proteger um dos ecossistemas mais sensíveis do nosso litoral”, salienta o secretário Municipal de Ambiente, Sustentabilidade e Clima, Ricardo Salgado.
Nesta fase inicial, serão executadas ações de manejo de espécies exóticas invasoras com destaque para a remoção controlada de: Yucca (yucca gigantea Lem.), gaiolinha (Euphorbia tirucalli L), palma brava (Opuntia dillenii ‘Ker Gawl’ Haw), agave (Agave ameH.cane L.) e leucena (Leucaena /eurcocepha/a (Lam.) e ainda a preparação da área para as etapas seguintes do projeto. Entre os procedimentos de preparação estão o controle de formigas cortadeiras, a retirada de resíduos grossos e a descompactação superficial do solo arenoso, quando necessário. As próximas fases incluirão: o plantio de espécies nativas de restinga, como Guriri, Ipomoea pes-caprae, bromélias, Canavalia rósea, pitangueira, entre outras; a instalação de cercamento de proteção e atividades de orientação ambiental junto à população.
A Coordenadora de Arborização e Clima, Fernanda Norbert, destaca que o trabalho respeitará um cronograma técnico com monitoramento contínuo da regeneração natural.
“A primeira etapa será voltada ao manejo das invasoras e à preparação da área. A execução ocorrerá de forma planejada, com acompanhamento técnico da equipe da Secretaria em parceria com a Secretaria de Serviços Públicos, garantindo segurança e eficiência para o plantio, a proteção da área e as ações de educação ambiental”, ressalta.
A responsável técnica pelo projeto, Alessandra Veloso, enfatiza a importância ecológica da restinga:
“Este ecossistema é essencial para a estabilização do solo arenoso, formação de barreiras naturais contra ventos e marés e abriga grande riqueza de espécies nativas da flora. Quando degradada, a restinga tem sua capacidade de retenção de sedimentos drasticamente reduzida, comprometendo o equilíbrio da orla marítima, por isso a recuperação é urgente”, frisa a engenheira florestal.
Durante os trabalhos, a Secretaria orienta a população a respeitar as áreas sinalizadas, evitando pisoteio, descarte irregular de resíduos e qualquer intervenção não autorizada. A conclusão do manejo inicial é prevista para dentro de oito dias úteis. Uma nova vistoria técnica ocorrerá em junho para avaliar a necessidade de retoques. A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações ambientais do Município voltadas à restauração da vegetação costeira, proteção da biodiversidade e engajamento da comunidade local.
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