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Justiça Eleitoral determina prisão de secretário de Mobilidade de Salvador por redução da frota de ônibus

Decisão do TRE-BA prevê cumprimento pela Polícia Federal e exige circulação integral dos coletivos durante o segundo turno; descumprimento pode gerar multa de R$ 1 milhão por hora

A Justiça Eleitoral determinou neste domingo (25) a prisão em flagrante de Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador, na Bahia, após denúncias de redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A ordem foi expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), com cumprimento atribuído à Polícia Federal.

A decisão ocorreu após a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, denunciar que mais da metade dos ônibus estaria fora de circulação, dificultando o deslocamento de eleitores até os locais de votação. A entidade pediu providências urgentes para garantir o transporte público durante o pleito.

Justiça exige restabelecimento de toda a frota

Além da ordem de prisão, o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou o restabelecimento imediato de 100% da frota de ônibus, com frequência e itinerários equivalentes aos dos dias úteis. A decisão também prevê transporte gratuito durante a votação e no retorno dos eleitores.

Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 1 milhão por hora, com responsabilidade atribuída ao município, ao secretário e às empresas concessionárias, conforme os termos da decisão.

A federação apresentou vídeos e fotografias que, segundo a entidade, mostrariam ônibus retidos nas garagens durante o período de votação. A denúncia apontou que a redução da oferta de transporte poderia prejudicar o acesso dos eleitores às urnas.

Prefeitura atribui problema a questões operacionais

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), reconheceu que 75 ônibus ficaram retidos na garagem de uma empresa durante a manhã. Ele atribuiu o episódio a problemas relacionados à colocação de adesivos de propaganda política nos veículos e afirmou que os coletivos foram liberados após a retirada do material.

A Prefeitura informou que determinou a saída de todos os ônibus e que a operação estava sendo normalizada por meio de diálogo entre a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e representantes sindicais.

A denúncia e as medidas judiciais ocorreram em meio a reclamações de passageiros sobre demora nos pontos e dificuldades para chegar aos locais de votação.

Ao menos 75 ônibus são impedidos de sair de garagens de Salvador durante o 2º turno das eleições — Foto: Reprodução/Redes SociaisRedes sociais

Caso envolve acusações de possível crime eleitoral

A Federação Brasil da Esperança sustenta que a redução da frota pode configurar infrações eleitorais relacionadas ao impedimento ou à dificuldade do exercício do voto. A entidade também solicitou que os fatos sejam encaminhados aos órgãos responsáveis pela investigação.

A determinação judicial busca garantir a circulação dos ônibus durante o período eleitoral. Até a divulgação das informações consultadas, não havia confirmação independente de que a prisão do secretário tivesse sido efetivamente cumprida.

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