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Búzios: Turismo desordenado destrói Praia de João Fernandes

Banhistas dividem a faixa de areia estreita com barracas, vendedores ambulantes, pranchas e outros equipamentos de esportes náuticos

A Praia de João Fernandes, em Armação dos Búzios, é um paraíso que vem sendo ameaçado pelo turismo desordenado e a falta de estrutura. Situada no bucólico balneário da Região dos Lagos, a praia carece de algumas ações de ordenamento e a falta de fiscalização facilita uma série de irregularidades no canto direito da praia.

De acordo com as denúncias, barraqueiros montam restaurantes improvisados na areia, loteiam o espaço com mesas e devastam o local com diversas pranchas de surf. Alguns realizaram até uma ligação clandestina de energia elétrica no local.

“Estão devastando o meio ambiente com as pranchas. O canto direito da praia de João Fernandes estão puxando energia, provavelmente, de algum poste para aluguel de boias infláveis”, denunciou um leitor que não quis se identificar.

O canto direito era a opção certa para fugir do burburinho que costuma tomar conta do ambiente, por ser um pouco mais sossegado. No entanto, a calmaria característica do local está aos poucos dando lugar a um cenário onde tudo é liberado.  “Se quer um pouco de sossego passe longe dessa praia. Pequena e tomada de barracas e ambulantes, custa um rim pra alugar barraca e cadeiras. Se puder leve. Não pretendo voltar”, afirmou Lucia Silva.

Foto: Reprodução/Leitor

Outra reclamação constante são os aluguéis de mesas e cadeiras. Os visitantes alertam também para a venda de alimentos sem qualquer tipo de condicionamento e proteção.

“João Fernandes tem o mar tranquilo e é bastante agradável. Estava consideravelmente vazia, mas tem muitos ambulantes e barracas. Na primeira barraca cobraram R$50 pelo aluguel de duas cadeiras e uma barraca. Andamos 100 m e a próxima não cobrava nada desde que houvesse consumação, sem valor mínimo”, conta Milena Ponte.

“João Fernandes talvez tenha as melhores pousadas de Búzios. Mas a praia certamente não é a melhor. Faixa de areia estreita, curta e com infraestrutura de barracas que vendem bebidas e comidas que carecem de melhoria”, disse o visitante Wagner Arruda.

“Não tem um espaço para as pessoas que não querem adquirir cadeiras e guarda sol dos quiosques. A praia foi monopolizada pelos vendedores”, fez coro Juliana Góes.

Apesar da Pandemia de COVID-19 impor restrições e medidas de segurança, moradores e turistas relatam insegurança pela grande possibilidade de contágio no local. “Praia com pouca areia, muito comercializada. Durante covid-19, não me senti seguro em ficar ali”, pontuou Juraci Moraes.

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