Cidades

Alerj lança lei que impulsiona jovens empreendedores no Rio

Empreendedorismo entre Jovens no Rio de Janeiro

O cenário empreendedor no Rio de Janeiro ganha nova luz com a aprovação da lei que institui o programa ‘Sou jovem, sou empreendedor’. Este programa visa proporcionar mais flexibilidade, autonomia e impacto social para a Geração Z, que já representa 6% dos empreendedores no estado, segundo dados do Sebrae Rio baseados na Pnad-C do IBGE. Essa geração está especialmente ativa nos setores de serviços e comércio.

No entanto, apesar do crescimento, jovens empreendedores ainda se deparam com diversos obstáculos. A maioria não possui CNPJ, os rendimentos são significativamente mais baixos e a gestão financeira, bem como a estruturação de processos, se tornam grandes desafios, limitando as possibilidades de crescimento.

A Lei e Seu Impacto no Empreendedorismo Jovem

O programa tem como foco apoiar jovens de 16 a 29 anos, englobando estudantes da rede pública e bolsistas em instituições de ensino superior ou técnico. A proposta visa fornecer capacitação e orientação para aqueles que estão iniciando sua jornada no mundo dos negócios. Muitos jovens iniciam sozinhos, desprovidos de conhecimento em formalização, precificação e marketing, o que aumenta o risco de falhas.

A confeiteira Thaís Duarte, de 27 anos, exemplifica esse novo perfil. Ela transformou uma receita de brownie criada durante a pandemia em um negócio, mas enfrentou desafios significativos na gestão financeira e organização do empreendimento. Segundo ela, uma orientação estruturada teria acelerado o crescimento da sua confeitaria e minimizado erros quase fatais para o funcionamento da loja.

Experiências e Necessidades no Empreendimento

Tais Bordin, outra confeiteira, relata que abrir seu próprio negócio demandou disciplina e um entendimento amplo sobre áreas antes desconhecidas, como gestão financeira e marketing digital. Para ela, iniciativas que proporcionem um início mais preparado são de extrema importância.

O empresário Misael Mululo, que enfrentou dificuldades ao abrir um estúdio jovem, também ressalta a necessidade de programas que proporcionem ferramentas e conhecimento para transformar talentos em negócios sustentáveis.

Foco em Comunidades Vulneráveis

Além da iniciativa para jovens, a Alerj está analisando o Projeto de Lei 6.315/25, que cria o programa ‘Comunidade que Empreende e Prospera’. Essa proposta visa capacitação gratuita e linhas de crédito diferenciadas para pequenos negócios em áreas vulneráveis. As ações incluem cursos sobre gestão, finanças pessoais, planejamento estratégico, entre outros.

Histórias como a de Maria Eduarda Oliveira, que fundou a marca Mary Pops, fazem parte do panorama das possíveis beneficiárias. Ela começou a vender pipocas gourmet após enfrentar incertezas profissionais e vê no programa uma oportunidade de ampliar seu conhecimento e acesso a recursos.

Somando capacitação, apoio técnico e oportunidades de financiamento, as iniciativas debatidas na Alerj buscam fortalecer a base empreendedora do Rio, criando um ambiente propício para que jovens e moradores de comunidades transformem ideias em fonte de renda e desenvolvimento social.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo