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Terremoto de magnitude 7 deixa 16 mortos no Tibete, e China intensifica operações de resgate

Mais de 12 mil pessoas foram retiradas de áreas de risco; tremor danificou centenas de casas e equipes enfrentam frio intenso e risco de novos abalos

A China intensificou as operações de resgate após um terremoto de magnitude 7 atingir a região do Tibete na noite de quinta-feira (22). O desastre deixou pelo menos 16 mortos e 76 feridos, segundo o balanço divulgado pelas autoridades nesta sexta-feira (23). Entre os feridos, 11 estavam em estado grave.

O presidente chinês, Xi Jinping, determinou a mobilização de esforços para localizar sobreviventes, prestar atendimento médico às vítimas e garantir abrigo à população atingida. As autoridades também reforçaram as medidas de prevenção diante do risco de novos tremores e deslizamentos.

Mais de 12 mil pessoas foram retiradas de áreas de risco

O epicentro foi localizado no distrito de Baqen, na cidade de Nagqu, no norte do Tibete, região montanhosa do sudoeste da China. O tremor ocorreu às 22h33, no horário local, e atingiu uma área situada a mais de 4.500 metros de altitude.

De acordo com informações divulgadas pela agência estatal chinesa Xinhua, mais de 330 residências foram destruídas ou danificadas. Mais de 12 mil moradores foram retirados das áreas afetadas e encaminhados para locais considerados seguros.

Equipes de emergência, bombeiros, policiais e militares foram mobilizados para as buscas. Os trabalhos incluem a inspeção de construções comprometidas, a procura por possíveis vítimas sob os escombros e a distribuição de alimentos, roupas de frio e outros itens essenciais.

Frio intenso dificulta o trabalho das equipes

As condições climáticas representam um dos principais desafios para os socorristas. A região registra temperaturas negativas, e há previsão de neve intermitente nos próximos dias.

Além do frio, as equipes precisam lidar com o risco de desabamento de imóveis danificados pelo tremor inicial. As autoridades também monitoram a ocorrência de réplicas sísmicas, que podem comprometer ainda mais as estruturas e provocar novos deslizamentos.

Até a manhã desta sexta-feira, centenas de tremores secundários haviam sido registrados na região, segundo dados das autoridades sísmicas chinesas.

Energia e comunicações foram afetadas

O terremoto provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica e problemas nas redes de comunicação em algumas localidades. Deslizamentos de rochas também atingiram trechos de estradas, dificultando o deslocamento em determinadas áreas.

Os serviços começaram a ser restabelecidos gradualmente, enquanto as equipes de emergência mantêm os trabalhos de avaliação dos danos e assistência aos moradores.

Tremor é o mais forte na China desde 2024

O terremoto registrado no Tibete é considerado o mais forte a atingir a China desde janeiro de 2024. A região está localizada em uma área de intensa atividade sísmica.

Em janeiro de 2025, outro terremoto atingiu o distrito de Tingri, também no Tibete, provocando 126 mortes. O novo desastre volta a chamar a atenção para os riscos enfrentados pelas comunidades que vivem em áreas remotas e de elevada altitude, onde as condições geográficas e climáticas dificultam o atendimento emergencial.

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