A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana o registro do Etcamah (camizestranto), medicamento de uso oral destinado ao tratamento de pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático.
Segundo a Anvisa, o medicamento representa uma nova opção terapêutica para pacientes que ainda não apresentam progressão radiológica, mas já possuem a mutação no gene ESR1. Essa alteração genética pode fazer com que células do câncer de mama desenvolvam resistência aos tratamentos hormonais tradicionais.
Para quem o medicamento é indicado
O Etcamah é destinado a tumores com as seguintes características:
- Positivos para receptor de estrogênio (ER+);
- Negativos para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-);
- Com surgimento da mutação ESR1 durante o tratamento com terapia endócrina associada a um inibidor de CDK4/6 por pelo menos seis meses;
- Sem sinais de progressão radiológica e/ou clínica.
Câncer de mama
O câncer de mama ocorre quando células anormais da mama se multiplicam e formam um tumor que pode invadir outros órgãos. Existem diferentes tipos da doença, com comportamentos distintos. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos apresenta boa resposta ao tratamento, principalmente quando a doença é identificada e tratada nas fases iniciais.
O risco de desenvolver câncer de mama aumenta com a idade, especialmente a partir dos 50 anos. A doença está associada a uma combinação de fatores comportamentais, ambientais, hormonais, reprodutivos e genéticos.
Entre os fatores de risco estão obesidade e sobrepeso após a menopausa, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas e exposição frequente a radiações ionizantes. Também estão relacionados fatores como primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter tido filhos, primeira gravidez após os 30 anos e menopausa após os 55 anos.
O uso prolongado de contraceptivos orais e a reposição hormonal após a menopausa, principalmente por mais de cinco anos, também aparecem entre os fatores relacionados à doença.
Fatores genéticos
Entre 5% e 10% dos casos de câncer de mama estão relacionados a fatores hereditários ou genéticos. O risco é maior para mulheres com histórico familiar de câncer de ovário, câncer de mama em homens ou câncer de mama em parentes próximos, como mãe, irmã ou filha, especialmente quando o diagnóstico ocorre antes dos 50 anos.
Alterações genéticas hereditárias, principalmente nos genes BRCA1 e BRCA2, também estão associadas a um maior risco.
Embora seja menos comum, o câncer de mama também pode atingir homens, que representam cerca de 1% dos diagnósticos.
Principais sinais e sintomas
Entre os sinais que podem indicar alterações nas mamas estão:
- Nódulo endurecido, fixo e geralmente indolor, principal manifestação da doença;
- Alterações no mamilo;
- Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
- Saída espontânea de líquido de um dos mamilos;
- Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto semelhante ao de casca de laranja.
A recomendação é que as mulheres estejam atentas a mudanças nas mamas e realizem os exames de rotina indicados pelos profissionais de saúde. Entre 50 e 69 anos, a mamografia e o exame clínico das mamas são utilizados para identificar alterações suspeitas.
A confirmação do câncer é feita por meio do exame histopatológico, realizado a partir de uma biópsia da lesão.
Avanços no tratamento
Nos últimos anos, novas estratégias terapêuticas ampliaram as opções para pacientes com câncer de mama. Entre elas estão as terapias-alvo e a imunoterapia, que atuam de maneira mais específica sobre as células tumorais.
Os testes moleculares também ganharam importância no tratamento. Eles permitem analisar características do tumor e podem auxiliar os médicos na definição da estratégia terapêutica mais adequada para cada paciente.





