A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) abriu um procedimento ético-disciplinar contra os sócios do escritório Barci e Barci, ligado à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
A investigação vai analisar os serviços prestados e a regularidade de um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo escritório com o Banco Master. A medida foi anunciada pelo presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira, durante sessão extraordinária do Conselho Pleno da entidade.
Segundo a OAB-DF, o procedimento garantirá o contraditório e a ampla defesa, permitindo que os envolvidos apresentem informações sobre os serviços prestados e a contratação.
De acordo com o Cadastro Nacional de Sociedade de Advogados, são sócios do escritório Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes; os filhos Giuliana e Alexandre Barci de Moraes; a cunhada do ministro, Ana Claudia Consani de Moraes; e Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli.
O escritório afirmou, em nota, que lamenta a utilização de questões que, segundo a defesa, já teriam sido analisadas e arquivadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A banca classificou a iniciativa como inserida em um “contexto eleitoral” e pediu que o presidente da OAB-DF reveja suas declarações.
Advogado também será investigado
A OAB-DF também abriu procedimento contra o advogado Ciro Soares, que intermediou, em fevereiro de 2025, uma reunião entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF André Mendonça.
Na ocasião, Vorcaro não era investigado e Mendonça não era relator de processos relacionados ao Banco Master.
Relatório da Polícia Federal também aponta que Vorcaro teria enviado mensagens ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, por intermédio de Ciro Soares.
A OAB-DF ressaltou que os procedimentos são sigilosos e não representam antecipação de culpa, garantindo aos investigados o direito à defesa.





