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Mendonça deve ter apoio para manter afastamento do diretor-geral da PF no STF

Julgamento na Segunda Turma está marcado para esta terça-feira (8); medida envolve investigação sobre o Banco Master e provoca novo embate entre o ministro e integrantes da Corte

BRASÍLIA — A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, deve ser mantida pela Segunda Turma da Corte. O julgamento está marcado para esta terça-feira (8), no plenário virtual, das 10h às 23h59.

Mendonça deverá contar com os votos dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. A Segunda Turma é formada ainda por Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Toffoli já declarou que não participará de julgamentos relacionados às investigações envolvendo o Banco Master.

Gilmar, por sua vez, deve se posicionar contra a decisão de Mendonça, mas, segundo as informações, ficaria isolado na votação.

Afastamento de Andrei Rodrigues

A decisão de Mendonça foi tomada após a produção de um relatório de inteligência da Polícia Federal que apontava que o ministro demonstraria interesse em iniciar uma investigação formal sobre o Banco Master e as suspeitas relacionadas ao escândalo do INSS.

O documento acabou sendo utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes para solicitar a abertura de uma investigação contra Mendonça no âmbito do inquérito das fake news.

O episódio ampliou o conflito envolvendo Mendonça e integrantes do STF e da própria Polícia Federal.

Relatório sobre Moraes e Vorcaro

Antes disso, Mendonça havia tornado público outro relatório da Polícia Federal que reunia indícios sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

As mensagens encontradas no material indicavam contatos e encontros entre Vorcaro e Moraes antes da prisão do banqueiro, em novembro de 2025.

Mendonça sugeriu que os novos elementos fossem analisados pelo plenário do STF, em uma sessão presencial, pública e transparente. Até o momento, porém, o presidente da Corte, Edson Fachin, não marcou a data para a análise.

Votação será no plenário virtual

O julgamento sobre o afastamento de Andrei Rodrigues ocorrerá no plenário virtual, sistema utilizado pelo STF em que os ministros registram seus votos eletronicamente, sem a necessidade de uma sessão presencial para discussão do caso.

Dessa forma, a decisão deverá ser tomada dentro do período estabelecido para a votação, sem transmissão pela TV Justiça.

O resultado poderá representar mais um capítulo da disputa institucional em torno das investigações relacionadas ao Banco Master e dos procedimentos adotados por Mendonça.

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