
O depoente refutou, porém, vínculo da empresa com o PCC. “Trabalhamos de forma muito diligente, muito consciente. Infelizmente, passou um rolo compressor”, lamentou. “Não temos nenhuma ligação (com a facção). Como o nosso advogado, o nosso patrono acabou de colocar, no procedimento da Carbono Oculto, em 15 mil páginas, não existe nenhuma menção à associação com o PCC ou com o crime organizado”, acrescentou. Mansur, no entanto, recusou-se a responder a outras perguntas dos senadores.
Na sessão, os senadores aprovaram a convocação de dois servidores do Banco Central, suspensos das funções por suposto envolvimento no escândalo do Master: Paulo Sérgio Neves de Souza, que ocupou a diretoria de fiscalização da instituição, e Bellini Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária.
O colegiado também aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro — ambos estão presos.
Convocações
Outros nomes ligados às operações investigadas também foram chamados para depor. Entre eles estão o empresário Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital; Leonardo Augusto Furtado Palhares, administrador da Varajo Consultoria Empresarial; Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia da Super Empreendimentos e Participações; e Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da PF.
Os parlamentares aprovaram, ainda, um requerimento que pede ao ministro André Mendonça, do STF, o envio de informações e provas já reunidas em investigações do Master. A CPI também solicitou acesso a documentos encaminhados pela Polícia Federal sobre a morte de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Vorcaro. Mourão cometeu suicídio enquanto estava detido na carceragem da Polícia Federal em Minas Gerais, na semana passada.




