
Em carta enviada ao Itamaraty, o jornalista relatou que tinha como destino final a Guatemala, mas, ao chegar ao Panamá, foi abordado por agentes de imigração e questionado sobre sua atuação durante a ditadura militar.
Posteriormente, o governo do Panamá encaminhou uma carta ao Brasil pedindo desculpas pelo ocorrido.
Em seu relato, Franklin Martins afirmou que a parada no Panamá seria apenas uma escala da viagem e que o destino final era a Cidade da Guatemala, onde participaria de um seminário promovido pela iniciativa “Reconstruindo o Estado de Bem-Estar Social nas Américas”, organizada por uma universidade.
Ele afirmou ainda não acreditar que tenha sido alvo de perseguição pessoal, mas avalia que o episódio pode ter ocorrido após um cruzamento de dados entre os governos do Panamá e dos Estados Unidos.
Na carta enviada ao Itamaraty relatando a situação, ele disse acreditar que o procedimento tenha sido adotado como padrão e acrescentou que o caso talvez seja um “sinal dos tempos turbulentos que estamos vivendo.” Ele também questiona se pessoas que lutaram contra a ditadura militar no Brasil e chegaram a ser condenadas pelos tribunais da época deveriam ser alertadas ao viajar para o Panamá.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) divulgou uma nota criticando a atuação do governo panamenho e classificando como injustificável a detenção e a deportação do jornalista Franklin Martins.
Após a intervenção do Itamaraty, o governo do Panamá pediu desculpas pelo ocorrido.
Eles também encaminharam uma carta afirmando que o episódio não reflete, de forma alguma, a consideração e o respeito que o governo da República do Panamá tem por Franklin Martins, nem pela distinta trajetória pública como jornalista e servidor público do Brasil durante os governos do presidente Lula.




