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ELEIÇÃO ANTECIPADA NO RJ: MÁRCIO CANELLA SE MOVIMENTA NOS BASTIDORES DO PALÁCIO GUANABARA

O cenário político do Rio de Janeiro começou a se movimentar antes do previsto. Com a possibilidade de o governador Cláudio Castro (PL) deixar o cargo após o Carnaval para disputar uma vaga no Senado Federal, a sucessão no Palácio Guanabara já entrou no radar das principais lideranças políticas do estado.

Nesse contexto, o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, tem intensificado sua circulação nos bastidores e ampliado o diálogo com parlamentares e ex-colegas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em busca de apoio político.

Caso a renúncia de Cláudio Castro se confirme, a escolha de quem comandará o estado até dezembro ocorrerá por meio de uma eleição indireta na Alerj. De olho nesse mandato-tampão, Canella articula discretamente, ciente de que o momento pode representar uma oportunidade estratégica para seu projeto político.

Pré-candidato ao governo do Estado em 2026 pelo União Brasil, Canella adota cautela no discurso público. Embora não confirme oficialmente a candidatura na eventual sucessão antecipada, também não descarta a possibilidade. “Todo político quer ser governador. Já fui vereador, três vezes deputado e tenho quase 90% de aprovação como prefeito. Sou um dos mais preparados”, declarou recentemente.

A disputa, no entanto, promete ser acirrada. O governador Cláudio Castro trabalha para viabilizar o nome do secretário-chefe da Casa Civil, Nicola Miccione. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) defende um nome com maior potencial eleitoral, como o secretário das Cidades, Douglas Ruas, ou o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi.

Outros nomes também aparecem no radar do campo governista, como o ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli, que ganhou projeção após seu irmão, Guilherme Delaroli (PL), assumir interinamente a presidência da Alerj.

Esses são apenas alguns dos nomes mais cotados neste momento. Com a entrada de outros partidos e possíveis alianças, o xadrez político fluminense tende a ficar ainda mais movimentado nos próximos meses.

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