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Suspeito de envolvimento com milícia da Baixada, PM se entrega à polícia

O cabo da PM Carlos Eduardo de Moraes Correa, se entregou, na terça-feira (26), sede da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Ele é suspeito de integrar uma milícia que atua no bairro da Cerâmica, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e estava foragido da justiça desde o último dia 20, quando a especializada deflagrou uma operação para cumprir 15 mandados de prisão contra integrantes do grupo paramilitar.

A Polícia Militar descobriu que mesmo com mandado de prisão em aberto, Carlos Eduardo, que era lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), chegou a ir numa policlínica da corporação, em São João Meriti, dizendo que estava com suspeita de coronavírus para conseguir dispensa médica. Segundo a PM, o cabo estava recebendo ajuda de dois colegas de farda para se manter foragido.

“Para ser atendido na policlínica, ele pediu ajuda de um cabo que trabalha na policlínica de Cascadura, que pode ter algum conhecimento na unidade de São João. Alegou para o médico que estava com suspeita de Covid-19, se aproveitando da pandemia, e conseguiu a licença. Depois, ele pediu ajuda a um soldado, também do 15º BPM, para pegar o atestado nos arredores do quartel e entregar no batalhão”, explicou o porta-voz da PM, coronel Mauro Fliess.

Segundo Fliess, os dois militares que ajudaram o colega, mesmo sabendo que ele estava foragido da justiça, foram presos administrativamente, na terça-feira, pela corregedoria da PM e um Inquérito Policial Militar (IPM) já foi instaurado para julgar a conduta dos agentes.

“A Polícia Militar reafirma que não compactua e pune com rigor os desvios de conduta em seus quadros, como foi feito com esses maus policiais, que não representam a corporação”, declarou o oficial.

A Corporação esclareceu ainda que está apurando internamente a concessão de licença médica ao policial após ter sido decretada sua prisão. “O médico que o atendeu não tinha como saber que ele estava foragido. Queremos melhorar os nossos sistemas, para que eles se conversem, para que isso não aconteça outras vezes”, finalizou.

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