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Robert Johnson, a lenda do blues

Músico, cantor e compositor de blues norte-americano, Robert Johnson teve uma carreira curta, mas cujo legado musical tornou-se muito influente no blues e nas primeiras gerações do rock, a partir do redescobrimento de sua música nos anos 1960. Influenciou grandes artistas durante anos como Muddy Waters, que considerava Johnson “o mais importante cantor de blues que já viveu”. Em 2011, foi eleito o 71º melhor guitarrista da história, em uma enquete de eleitores e colaboradores da revista norte-americana Rolling Stone.

Nascido em Hazlehurst, Mississippi, Robert Johnson gravou apenas 29 músicas em um total de 40 faixas, em duas sessões de gravação em San Antonio, Texas, em Novembro de 1936 e em Dallas, Texas, em Junho de 1937. Treze músicas foram gravadas 2 vezes e suas músicas continuam sendo interpretadas e adaptadas por diversos artistas e bandas, como Led Zeppelin, Bob Dylan, Eric Clapton, The Rolling Stones, The Blues Brothers, Red Hot Chili Peppers e The White Stripes.

Johnson não teve fama em vida, pelo menos não em larga escala, indo pouco além do circuito de bares e comunidades negras nas quais trafegava. Em 1938 durante uma apresentação no bar “Tree Forks”, Johnson bebeu whisky envenenado com estricnina, supostamente preparado pelo dono do bar, o qual estava enciumado porque o músico supostamente flertou com sua mulher. Sonny Boy Williamson, que estava tocando junto com Jonhson, havia alertado-o sobre o whisky, porém este não lhe deu atenção. Johnson se recuperou do envenenamento, mas contraiu uma pneumonia e morreu 3 dias depois, em 16 de agosto de 1938, em Greenwood, Mississippi.

Envolto em mistérios

Há várias versões populares para sua morte: que haveria morrido envenenado pelo whisky, que haveria morrido de sífilis e que havia sido assassinado com arma de fogo, etc.. Seu certificado de óbito cita apenas “No Doctor” (sem médico) como causa da morte.

Outro mito popular recorrente sugere que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi, com seu violão e uma garrafa de whisky adulterado, quando teria-se ouvido um bend escandaloso de uma gaita cromada – assim teria se manifestado o diabo. Tomou seu violão, afinou um tom abaixo e o devolveu para Johnson e tocou como toca nas gravações, e fez isso em troca da proeza para tocar guitarra.

Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como “Crossroads Blues”, “Me And The Devil Blues” e “Hellhound On My Trail”. O mito também é descrito no filme de 1986 Crossroads, no episódio 8, da segunda temporada da série Supernatural e no episódio 14 da terceira temporada de Legends of Tomorrow, além da faixa bônus da página 101 do livro Encruzilhada (Literata, 2011), do autor brasileiro Ademir Pascale. O mito ainda explica detalhes sobre ele ter saído desesperadamente do bar Tree Forks, sendo perseguido por cães pretos e foi encontrado com marcas de mordidas profundas, cortes em forma de cruz no rosto e seu violão intacto ao lado do corpo ensanguentado. Robert morreu de olhos abertos e uma expressão tranquila no rosto.

Em abril de 2019 foi lançado o documentário ReMastered: Devil at the Crossroads na NetFlix.

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