O prefeito Eduardo Cavaliere declarou que o vendaval que atingiu a Região Metropolitana do Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (29/07) superou as projeções feitas pelos institutos de meteorologia. Segundo ele, a expectativa era de rajadas de intensidade bem menor, mas os ventos chegaram a alcançar 105 km/h na região do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na Ilha do Governador, Zona Norte carioca.
“O que aconteceu ontem foi que a previsão dos institutos de meteorologia falava em ventos fortes de até 60 km/h, 70 km/h. E a gente teve um vendaval de mais de 100 km/h que surpreendeu, inclusive, os meteorologistas. E que não batia com o que foi avisado pelas estações. Por essa razão, a gente não fez o alerta extremo. Mas, diante do que aconteceu, avisamos a população para minimizar os efeitos”, disse o prefeito.
Cavaliere passou a manhã desta quinta-feira (30/07) no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), onde acompanhou de perto o trabalho das equipes responsáveis pela remoção das árvores derrubadas pelo temporal e pelos demais danos provocados em diferentes pontos da cidade.
Super El Niño
Mais cedo, o prefeito associou o vendaval aos impactos provocados pelo ”El Niño”, fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais de uma parte do Oceano Pacífico.
“O aviso feito ontem, no começo da tarde, era de ventos muito menos intensos do que os que acabaram ocorrendo. Realmente, foi um evento extremo, relacionado ao Super El Niño, mais intenso do que o previsto pelas estações meteorológicas“, afirmou Cavaliere.
Climatempo diverge sobre causa da ventania
A avaliação não é a mesma feita pelos meteorologistas. De acordo com o site especializado em meteorologia ”Climatempo”, não há base científica para afirmar que o El Niño tenha sido o responsável direto pela ventania. O fenômeno influencia o comportamento da atmosfera e pode aumentar a ocorrência de eventos climáticos extremos, como o registrado na quarta-feira, mas não pode ser apontado como a causa imediata dos ventos fortes.
Na capital fluminense, os termômetros marcaram 35,8°C na quarta-feira (29/07), uma temperatura considerada atípica para o mês de julho. De acordo com a série histórica das estações automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que reúne registros desde 2004, o valor foi o segundo mais alto já observado no Rio em um mês de julho.
A chegada de uma frente fria ao longo do dia provocou um forte contraste entre o ar frio associado ao sistema e a massa de ar quente que atuava sobre o estado. Essa diferença de temperaturas contribuiu para a intensificação dos ventos, com rajadas mais intensas principalmente na Costa Verde e na Região Metropolitana.
A frente fria já avançou em direção ao oceano e deixou de influenciar diretamente o estado. Apesar do início da quinta-feira (30/07) com predomínio de sol, a tendência é de aumento da nebulosidade ao longo do dia. A mudança ocorre devido à circulação de ventos que levam ar mais fresco e úmido do mar para o continente.
A previsão indica chuva fraca e isolada, com possibilidade de pancadas moderadas na Costa Verde. Mesmo assim, os acumulados não devem ser significativos.
Para esta quinta-feira (30/07), a temperatura máxima prevista na capital é de 28°C, com informações do Portal G1.





