A Polícia Civil prendeu neste domingo (14) Ronaldo Vivacqua, apontado como “sócio oculto” de uma das construtoras responsáveis pela obra do prédio que desabou sobre uma casa e matou seis pessoas na Penha, Zona Leste de São Paulo.
O acidente aconteceu por volta das 2h01 da madrugada de sábado (13). Na residência atingida pelo imóvel, vivia uma família de imigrantes bolivianos.
Segundo informações da GloboNews, uma criança e um homem foram resgatados com vida dos escombros. Os dois permanecem internados e devem receber alta até esta segunda-feira (15). A identidade das vítimas fatais ainda não foi divulgada.
Outros dois investigados são considerados foragidos
A prisão de Ronaldo ocorreu após a Justiça decretar a prisão temporária de três pessoas ligadas à construção.
Além dele, tiveram a prisão decretada:
- Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo, apontado como autor do projeto e engenheiro responsável pela execução da obra;
- Isis Brandão, que aparece formalmente como proprietária da empresa responsável pela construção.
Cristiano e Isis não foram localizados e são considerados foragidos.
A Polícia Civil afirma que Ronaldo não aparece oficialmente nos documentos das duas empresas apontadas como responsáveis pelo empreendimento. No entanto, depoimentos de testemunhas e documentos antigos indicariam que ele participava da administração da construtora e acompanhava diretamente a obra.
Defesa nega participação na direção da empresa
Segundo a Polícia Civil, Ronaldo negou, em depoimento preliminar, ter envolvimento com a construtora. O pedido de prisão temporária foi feito depois que os três investigados não se apresentaram às autoridades no início das apurações.
O advogado das empresas, segundo informações do G1, afirmou que Ronaldo não exercia função de direção e negou que ele fosse sócio oculto. De acordo com a defesa, ele apenas acompanhava o filho, Cristiano, responsável técnico pela obra.
A defesa considera a prisão temporária “prematura” e informou que pretende pedir a revogação da medida.
O delegado seccional de Itaquera, Antônio José Pereira, afirmou que a polícia tentou localizar o proprietário da empresa e o engenheiro responsável logo após o desabamento, mas não conseguiu encontrá-los.
Obra estava embargada
Documentos da Prefeitura de São Paulo indicam que o prédio, de 12 andares, estava com a obra embargada no momento do acidente.
O desabamento ocorreu durante a madrugada, enquanto chovia na capital paulista.
A primeira vítima retirada dos escombros foi uma mulher, com idade estimada entre 40 e 50 anos. Ela já estava sem vida. Ainda no sábado, os bombeiros localizaram outra vítima fatal, que estava grávida.
Neste domingo, as buscas mobilizaram 22 viaturas, 70 bombeiros e um cão especializado em salvamento.
As equipes também utilizaram máquinas para remover estruturas de maior porte e facilitar o acesso aos pontos onde poderiam estar as vítimas.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do desabamento, as condições da obra e a eventual responsabilidade dos envolvidos na construção.





