A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu investigação para analisar um pedido de intervenção federal na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A representação, assinada pelo advogado Leandro Mello Frota, recebeu numeração e será avaliada pelo procurador-geral Paulo Gonet, que poderá decidir se leva o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido afirma que o Estado do Rio não teria condições de combater a infiltração do crime organizado na Alerj, situação que, segundo o documento, ameaça o funcionamento das instituições e o governador em exercício Ricardo Couto.
A representação cita episódios como a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL), a operação contra o deputado Val Ceasa (PRD) e as prisões do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União) e dos deputados TH Joias e Thiago Rangel, investigados por crimes como lavagem de dinheiro e supostas ligações com facções criminosas.
O documento também menciona manifestações de ministros do STF que apontaram influência do crime organizado na política do Rio e riscos às instituições democráticas durante o julgamento sobre a sucessão no Palácio Guanabara.





