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A educação vem de berço

Para quem afirmou durante sua diplomação como prefeito, nunca ter tirado sequer um comprimido do patrão, o Prefeito Marcelino Borba, de Rio das Ostras, não soube dar este bom exemplo para sua filha. O pensamento que Platão dirigiu ao administrador da Pólis, ainda hoje está vivo e assente nos estudos de ciências políticas, e trafega no sentido de que o mau pai, não pode administrar bem a cidade.

Na política há fartura de exemplos da total falta de comprometimento ético e da transigência com valores morais. Há os políticos que mamam mais do que as crianças deveriam consumir de merenda nas escolas.

Agora surge Mayra Gurgel Borba, moça bem nascida, estudante universitária, e quem certamente não precisaria do AUXÍLIO EMERGENCIAL dado pelo Governo Federal aos necessitados, pediu e foi agraciada com o benefício. Ou esta estudante não entende o conceito resguardado na palavra emergencial – a qual pressupõe um estado de necessidade, premência, ou, se tem intelecto para compreender, não tem a consciência necessária para avaliar, com um olhar humano para a população em estado de penúria. Ou a ignorância – o que não se admite em uma pessoa que já está galgando o terceiro grau de instrução – encontrando-se no topo da pirâmide sociocultural; ou a maldade, ou uma mistura de desrespeito e maldade e indiferença para com a sociedade, a fez pedir o referido auxílio emergencial.

O Homem médio não pode imaginar a filha do prefeito de Rio das Ostras, Exmo. Sr. Marcelino da Borba, na fila da Caixa Econômica Federal para sacar os R$ 600,00, e depois ir até o sacolão comprar gêneros alimentícios. Especialmente quando aos ambulantes e artesãos de Rio das Ostras, em estado de desgraça pediam, na frente da Câmara Municipal, por socorro da Municipalidade. Veja foto

Em Rio das Ostras, como em todo o país, as pessoas estão se acumulando para pedir ajuda para as famílias. Nas periferias da cidade, de mãos estendidas, a população agoniza, não sendo novidade o indeferimento do benefício para pessoas nitidamente carentes e merecedoras.

Há uma refinada maldade no espírito de quem drena recursos destinados aos mais pobres e necessitados. E fica mais feio ainda quando a filha do prefeito comparece dizendo que devolveu o dinheiro, o que lhe é fácil, e perorar seu discurso nada humilde com um prepotente “dou por encerrado este assunto”.

O assunto não pode encerrar. Há que se observar bem de perto e atentamente estas pessoas, já que nenhuma novidade o fato de filhos de políticos já conhecidos, pretenderem herdar o poder. Isto é uma coisa para se conter.

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