
A Justiça decretou 11 prisões, 6 intimações e autorizou o cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão em 41 endereços ligados aos investigados e às empresas de fachada utilizadas pelo grupo. Até o momento, ao menos nove pessoas foram presas. Segundo a TV Globo, entre os detidos estão seis policiais civis, entre eles um delegado do 35º DP (Delegacia do Jabaquara), na Zona Sul, além de uma doleira.
Os alvos da Operação Bazaar incluem residências, escritórios de advocacia e sedes de delegacias onde os policiais investigados estavam lotados. Entre elas estão unidades como o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e o DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania). O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apura a participação de policiais, advogados e operadores financeiros no esquema.
A decisão do juiz Paulo Fernando Deroma de Mello indica que o grupo investigado transformou delegacias especializadas em um centro de negociações para garantir a impunidade de criminosos.
Ainda de acordo com as investigações, a organização criminosa utilizava métodos sofisticados para ocultar a origem de recursos ilícitos.
Um dos pontos centrais do esquema envolvia a conversão de dinheiro em espécie em créditos de vales-refeição, operada por meio de estabelecimentos comerciais fictícios.
Ainda segundo a TV Globo, os doleiros Leonardo Meirelles e Meire Poza, alvos da Operação Lava Jato, são apontado como operadores do grupo.




