
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou a indisponibilidade de bens que podem chegar a R$ 428 milhões do ex-prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, conhecido como Waguinho. A decisão tem como objetivo garantir o ressarcimento de possíveis danos aos cofres públicos durante sua gestão.
De acordo com a decisão judicial, há indícios consistentes de irregularidades na condução administrativa, especialmente relacionadas à contratação de pessoal. O juiz responsável pelo caso apontou a existência de um modelo de gestão que teria priorizado contratações temporárias em larga escala, em desacordo com a exigência constitucional de realização de concursos públicos.
A medida, segundo o magistrado, possui caráter cautelar e visa assegurar a efetividade do processo, não sendo ainda uma condenação definitiva. Ainda assim, o volume envolvido chama atenção e reforça a gravidade das acusações apresentadas.
A ação civil pública foi movida pelo próprio município de Belford Roxo, que aponta possíveis atos de improbidade administrativa. Um dos pontos centrais da denúncia é o suposto crescimento desproporcional da folha de pagamento e a composição irregular do quadro funcional da prefeitura.
Relatórios de auditoria indicam que, de aproximadamente 21 mil vínculos registrados, apenas uma pequena parcela corresponderia a servidores efetivos, levantando questionamentos sobre a legalidade das contratações realizadas ao longo da gestão.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro também se manifestou favoravelmente à concessão da medida, destacando indícios de adoção sistemática de práticas irregulares na administração pública municipal.
O caso segue em tramitação na Justiça e pode trazer novos desdobramentos nos próximos meses, com impacto direto no cenário político da Baixada Fluminense.




