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MPRJ mira milícia que atua na Baixada Fluminense; alvo tentou fugir pela varanda, e policial civil é preso

O repórter-cinematográfico Milton Oliveira registrou o momento em que Cabeça de Ouro, da varanda, fazia um vídeo da equipe que foi prendê-lo — ele acabou puxado para dentro da sala.

Por Marcelo Bruzzi, Milton Oliveira, Priscilla Moraes, GloboNews  –  https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/12/09/mprj-deflagra-a-operacao-golden-head.ghtml

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta terça-feira (9) a Operação Golden Head, contra uma milícia que age em Belford Roxo e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Até a última atualização desta reportagem, 4 pessoas haviam sido presas, incluindo um policial civil.

O homem apontado como chefe do grupo, Diego dos Santos Souza, o Cabeça de Ouro, tentou fugir pela varanda do prédio, mas acabou capturado.

O repórter-cinematográfico Milton Oliveira registrou o momento em que Cabeça de Ouro, da varanda, fazia um vídeo da equipe que foi prendê-lo — ele acabou puxado para dentro da sala.

Promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 13 mandados de prisão, expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa, mas 6 dos alvos já estavam encarcerados.

As diligências ocorrem em endereços na Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Belford Roxo e Duque de Caxias, além de unidades prisionais.

Todos foram denunciados por constituição de milícia privada. Os paramilitares praticavam extorsões contra comerciantes e mototaxistas, com tortura e execuções. O grupo atuava nos bairros Wona, Lote XV e Vale das Mangueiras, em Belford Roxo, e no bairro Pantanal, em Duque de Caxias.

Diego dos Santos Souza, o Cabeça de Ouro, foi preso na Barra da Tijuca — Foto: Milton Oliveira/GloboNews

Diego dos Santos Souza, o Cabeça de Ouro, foi preso na Barra da Tijuca — Foto: Milton Oliveira/GloboNews

Os agentes investigados

Entre os 7 procurados estão 2 agentes de segurança, apontados como informantes da quadrilha:

  • O policial civil Jaime Rubem Provençano. À época dos fatos, em 2024, ele estava lotado na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Provençano foi preso;
  • O policial militar Gilmar Carneiro dos Santos, o Professor Gilmar, que servia no 39º BPM (Belford Roxo). Até a última atualização desta reportagem, ele ainda era procurado.

Segundo as investigações, eles vazavam informações sobre operações e davam suporte às atividades da organização criminosa.

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