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Macaé – Apresentação da Escola Municipal de Dança integra programação do Dia Nacional da Cultura

Jornalista: Janira Braga

 

A força da cultura popular brasileira e a expressividade das danças urbanas estiveram em cena nesta quarta-feira (4), em Macaé, com a apresentação da coreografia Carcará, da Escola Municipal de Dança, vinculada à Secretaria de Cultura, com o grupo Danças Urbanas e Hip Hop. O trabalho reuniu 13 alunas, sob a orientação do coreógrafo e professor Michel Cordeiro, e integra a programação comemorativa do Dia Nacional da Cultura, celebrado em 5 de novembro.

A secretária municipal de Cultura, Waleska Freire, destacou que a proposta de levar as apresentações artísticas ao Corredor Cultural Professor Ricardo Meirelles busca aproximar a população dos espaços históricos da cidade por meio de diferentes manifestações culturais, valorizando o patrimônio macaense e dando visibilidade aos talentos desenvolvidos nas escolas municipais de arte.

“É uma oportunidade de ocupar nossos espaços culturais com arte, conhecimento e criatividade. A apresentação das meninas da Escola Municipal de Dança demonstra o talento, a dedicação e a sensibilidade dos nossos alunos. Queremos valorizar esses jovens artistas, incentivar a formação cultural e mostrar que o patrimônio histórico também pode dialogar com expressões contemporâneas, como o Hip Hop”, ressaltou.

A apresentação faz parte das atividades organizadas pela Secretaria Municipal de Cultura para marcar a data e implementar o Corredor Cultural Professor Ricardo Meirelles, instituído pela Lei Municipal 4.760/2021. A programação gratuita reúne atrações da Escola Municipal de Artes Maria José Guedes (Emart), da Escola Municipal de Dança e atividades em espaços culturais do município.

Coreografia estabelece um diálogo entre a cultura popular brasileira e a linguagem do Hip Hop

Inspirada na ave carcará, símbolo de resistência e sobrevivência, a coreografia estabelece um diálogo entre a cultura popular brasileira e a linguagem do Hip Hop. A trilha sonora utiliza uma versão da música Carcará, interpretada pelo grupo Barbatuques, composição eternizada na voz de Maria Bethânia.

Segundo o coreógrafo Michel Cordeiro, a proposta nasceu do desejo de aproximar a força e a resistência da cultura popular à expressividade das danças urbanas.

“A ideia de criar Carcará nasce do desejo de integrar a força e a resistência da cultura popular brasileira à linguagem potente e urbana do Hip Hop. A ave não é apenas uma figura da fauna do Nordeste e do Sertão, mas um símbolo visceral de resiliência, vigília e sobrevivência”, explicou.

Michel também pontua a conexão entre a história do Hip Hop, surgido no Bronx, nos Estados Unidos, como expressão de resistência e afirmação da juventude periférica, e o simbolismo da ave.

“É conectar culturas de resistência, para que em cena possamos nos divertir dançando, mas também deixar uma mensagem sobre o desejo de mudança”, assinalou.

Dança como identidade cultural

Para a diretora da Escola Municipal de Dança, Cláudia Tenório, o Hip Hop vai além dos movimentos coreográficos e representa uma importante manifestação de identidade e expressão social.

“Não é apenas um estilo de dança; é uma filosofia de vida, uma cultura de pertencimento e, acima de tudo, uma ferramenta de identidade. Enquanto outros estilos nos conectam com a tradição e com a história, o Hip Hop nos conecta com a realidade imediata, transformando sentimentos e vivências em arte viva e pulsante”, observou.

Cláudia enaltece, ainda, que a participação no Corredor Cultural permite aproximar diferentes linguagens artísticas e valorizar o patrimônio histórico do município.

“Trazer a energia da coreografia de Hip Hop Carcará para o Corredor Cultural é uma forma de chamar a atenção para os nossos patrimônios históricos através de uma arte atual. É ressignificar o antigo por meio do novo”, pontuou.

Novas formas de expressão artística

A apresentação também foi marcada pela emoção e pela possibilidade de experimentar novas formas de expressão artística. Para Ana Clara Artilles, dançar em um espaço aberto, fora do ambiente habitual das aulas, tornou a experiência ainda mais especial.

“Dançar aqui é maravilhoso. Temos vários tipos de apresentação, mas acho diferente dançar na rua, porque nunca tinha feito isso antes. Gosto das danças urbanas e do Hip Hop porque são uma forma de me expressar”, disse.

Raquel de Souza ressaltou que as dificuldades encontradas durante os ensaios tornam as conquistas ainda mais gratificantes.

“Por incrível que pareça, o que mais gosto são as dificuldades. Quando conseguimos fazer os movimentos mais difíceis, ficamos mais felizes, porque sabemos que conseguimos superar aquele desafio”, contou.

Maria Luiza Artilles salientou que o aprendizado foi além dos movimentos e da técnica.

“Independentemente da cultura, a dança é sempre muito boa”, afirmou.

Participantes

A coreografia tem direção de Michel Cordeiro e participação das alunas Alyce Victoria Machado, Ana Clara Artilles, Ana Clara Couto, Ana Laura Altivo, Ana Luiza Andrade, Dandara Antunes, Gessiane Rodrigues, Jullia Bheatriz Gonçalves, Juliana Victorai Gonçalves, Maria Luiza Artilles, Rafaela Vianna, Raquel de Souza e Thayna de Souza.

 

 

Fonte https://www.macae.rj.gov.br/noticias/leitura/noticia/apresentacao-da-escola-municipal-de-danca-integra-programacao-do-dia-nacional-da-cultura

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