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ITAGUAÍ NÃO PODE REPETIR O PASSADO: MARCELO CUNHA APRESENTA UMA ALTERNATIVA À POLÍTICA DOS ACORDOS

Entre alianças de antigos adversários, controvérsias judiciais e investigações sobre recursos da previdência, candidato do Democrata aposta nas ruas e defende mudança com transparência e propostas.

A eleição suplementar de Itaguaí, marcada para 25 de outubro, coloca diante do eleitor uma responsabilidade que vai além de escolher um prefeito: decidir qual projeto político deve conduzir uma cidade que precisa recuperar a estabilidade e a confiança em suas instituições.

O próprio motivo da nova eleição serve de alerta. Rubem Vieira de Souza, o Rubão, foi o mais votado em 2024, mas teve o registro indeferido porque a Justiça Eleitoral entendeu que sua eleição representaria um terceiro mandato consecutivo. O resultado foi uma cidade administrada interinamente e obrigada a voltar às urnas.

Nesse cenário, Marcelo Cunha, candidato pelo Democrata, apresenta sua candidatura como uma alternativa à continuidade dos grupos tradicionais. Segundo Marcelo, sua campanha não conta com respaldo de grandes empresários nem está comprometida com acordos da velha política. Sua aposta está no contato direto com moradores, comerciantes e trabalhadores, levando às ruas propostas para saúde, educação e transparência.

É dessa proximidade que pretende construir sua força: ouvir quem enfrenta os problemas da cidade e apresentar caminhos para resolvê-los. Marcelo reivindica uma voz própria na disputa, com independência para cobrar mudanças e defender seu projeto de governo.

A candidatura de Kelaine Goulart, do Novo, reúne uma articulação que aproxima nomes conhecidos da política municipal. O Jornal Atual registrou a participação de Alexandre Valle, Gil Torres e Donizete Jesus em encontro com a candidata e lideranças do PL. A publicação também informou que Donizete mantinha conversas avançadas sobre apoio.

Na avaliação defendida pela campanha de Marcelo, essa aproximação entre antigos concorrentes representa um “consórcio pelo poder”. A pergunta política é direta: quais compromissos concretos com Itaguaí sustentam essa união e o que o cidadão receberá em troca desses acordos?

Além das alianças, há a discussão judicial. O registro municipal de Kelaine foi indeferido em primeira instância por uma controvérsia envolvendo suas candidaturas a deputada federal e prefeita. Sua defesa contesta a decisão. Conforme o quadro informado pela campanha de Marcelo, ela permanece como “indeferida com recurso”: uma condição que permite continuar na disputa, mas deixa a validade dos votos dependente do resultado judicial.

Luciano Mota, do PT, aparece como “deferido com recurso” no quadro apresentado pela campanha. Essa condição precisa ser distinguida da anterior: significa que o registro foi aprovado e existe um recurso contra essa aprovação. Não equivale a candidatura indeferida.

Haroldinho, do PDT, ocupa interinamente a Prefeitura e representa, na leitura política de Marcelo, a continuidade do poder atualmente estabelecido. Marcelo, por sua vez, busca ocupar o espaço de uma alternativa de direita com independência dos grupos que se articulam em torno dos adversários.

A cobrança por transparência ganha ainda mais importância diante do caso Banco Master. Segundo reportagem do Jornal Atual sobre uma auditoria do TCE-RJ, o Itaprevi aplicou aproximadamente R$ 59,6 milhões em letras financeiras do banco em 2024. Rubão e antigos dirigentes do instituto foram notificados para apresentar defesa diante de indícios de irregularidades. Trata-se de recursos da previdência dos servidores, destinados a sustentar aposentadorias e pensões. A reportagem não apontava julgamento definitivo das responsabilidades.

Para Marcelo, esse episódio reforça a necessidade de uma administração que permita ao cidadão acompanhar decisões, investimentos e gastos públicos.

A eleição estadual também deixou uma lição sobre candidaturas sob disputa judicial. Garotinho pediu para desistir de seu recurso, mas o TSE rejeitou o pedido e manteve o indeferimento. Seus votos foram anulados. Com a retirada desses votos do cálculo, Douglas Ruas ultrapassou metade dos votos válidos e venceu no primeiro turno após a retotalização. Nenhum voto de Garotinho foi transferido a Ruas.

Os casos têm fundamentos diferentes, mas mostram por que o eleitor deve conhecer a situação jurídica de quem pretende escolher. Voto consciente exige atenção às propostas, às alianças e às condições da candidatura.

O dia 25 está chegando. Marcelo Cunha coloca sua candidatura diante do povo como uma oportunidade de romper com práticas antigas e dar prioridade às necessidades de Itaguaí.

A cidade já conhece os grupos que disputam seu poder. Agora pode escolher um projeto que coloque o cidadão no centro das decisões. É essa mudança que Marcelo Cunha se propõe a representar.

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