
A mobilidade urbana na Região Metropolitana do Rio de Janeiro dá um passo importante rumo à integração. A partir desta sexta-feira (1º de maio), o Terminal BRT Metropolitano Pedro Fernandes, localizado no Trevo das Margaridas, em Irajá, inicia uma operação assistida que amplia a conexão direta entre a capital e municípios da Baixada Fluminense.
A iniciativa surge como resposta a uma realidade enfrentada diariamente por milhares de trabalhadores: o deslocamento entre casa e trabalho. Estima-se que cerca de 60% dos moradores da Baixada dependem da capital para suas atividades profissionais, enfrentando longas horas no trânsito. Com a nova integração, a expectativa é de redução significativa no tempo de viagem e mais qualidade de vida para a população.
Após resultados positivos na fase inicial com linhas de Mesquita, o terminal agora passa a receber, de forma gradual, ônibus provenientes de São João de Meriti e Nova Iguaçu. A estratégia permite que passageiros deixem de enfrentar o trânsito convencional, utilizando a faixa exclusiva do BRT Transbrasil — um dos principais corredores expressos da cidade.
Os ônibus intermunicipais terão intervalos médios de 20 minutos, enquanto a conexão com o Terminal Intermodal Gentileza (TIG) contará com partidas a cada 3 minutos, garantindo agilidade e fluxo contínuo de passageiros.
A ampliação será realizada em duas etapas ao longo do mês de maio. Na primeira fase, já em operação, entram linhas de Nova Iguaçu e São João de Meriti, além da ampliação do horário das linhas de Mesquita, que passam a circular das 4h30 às 22h.
Já na segunda etapa, prevista para o dia 16 de maio, novas linhas de Nova Iguaçu serão incorporadas ao sistema, fortalecendo ainda mais a integração regional.
Outro ponto de destaque é a possibilidade de integração tarifária sem custo adicional. Ao chegar ao Terminal Gentileza, os passageiros poderão acessar o VLT — com conexões para Santos Dumont e Praça XV — além de 17 linhas municipais que atendem bairros estratégicos como Copacabana, Leblon, São Conrado, Grajaú e Marechal Hermes.
A medida representa mais do que uma mudança operacional: é um avanço na tentativa de reduzir desigualdades no acesso à mobilidade urbana, aproximando a Baixada Fluminense do centro das decisões e oportunidades da capital.




