
Você já parou para se perguntar. qual é o efetivo real da Polícia Militar em São Paulo para proteger 46 milhões de habitantes? O papel diz 94 mil, mas a realidade das ruas assusta. Descontando férias, assessorias, licenças e funções administrativas, restam cerca de 54 mil no policiamento ostensivo. Divididos pela escala de 12×36, temos apenas 13.500 policiais militares por turno para cobrir os 645 municípios paulistas. A conta simplesmente não fecha.
Por trás do orgulho de envergar a farda e realizar um sonho, há uma tropa exausta, endividada e desmotivada. A realidade é cruel: fadiga física e mental, jornadas exaustivas, assédio, cobranças desmedidas e um salário descompassado com o custo de vida. Enquanto em Goiás o salário bruto é de R$ 9.182, em São Paulo, o estado mais rico da federação, o PM recebe R$ 4.852. Quase metade.
O resultado desse descaso é alarmante. No ano de 2025, tivemos 917 pedidos de exoneração — quase três policiais pedindo para sair todos os dias. O dado mais doloroso, porém, é o crescimento assustador dos suicídios entre a categoria. O desamparo jurídico e institucional mina a saúde mental. Antes de ser um escudo da sociedade, o PM é um pai de família, um ser humano que sangra e sente.
Amordaçados pelo regulamento, eles não podem gritar por socorro, mas nós, cidadãos, podemos ser a voz deles. Valorizar o policial militar é defender a própria vida.
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*Sandra Campos conhece na pele a dor e a transformação que nascem do sofrimento profundo. Ela perdeu seu filho de 24 anos para o suicídio. Em vez de se fechar no luto, transformou a saudade em propósito e atua como ativista pela vida através do projeto “Não te julgo, te ajudo!”. Sandra oferece acolhimento e escuta amiga. Se o peso estiver insuportável, não passe por isso sozinho. WhatsApp: (11) 94813-7799. Você não está sozinho. @sandracamposa_




