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Após incêndio, Ambientalistas e moradores cobram ações de fiscalização no Morro do Vigia

O incêndio de grandes proporções que atingiu o Morro do Vigia, no bairro Peró, em Cabo Frio, causou estragos no último domingo (19). Ambientalistas e moradores apontam que o fogo destruiu a vegetação de uma área equivalente a três campos de futebol. É o segundo incêndio em pouco mais de um mês no mesmo local, que integra o Parque Estadual da Costa do (PECS).

Na segunda-feira (20), moradores e ambientalistas fizeram uma vistoria no local. O fogo destruiu a vegetação no alto do morro e a intervenção dos bombeiros impediu que as chamas chegassem à Cabana do Pescador, prédio histórico que foi cenário de várias novelas.

Apesar do estrago feito na área de preservação, não houve nenhuma vistoria dos órgãos ambientais do município ou do Estado. O PECS, o maior parque segmentado do país, está sob a responsabilidade do INEA. “É preciso se fazer o controle de acesso ao parque. É verdade que a vegetação está muito seca, mas ações de manejo podem evitar a degradação que aconteceu na tarde de domingo”, disse Marcelo Valente, do Ondas do Peró, que levou sementes de aroeira para semear no Morro do Vigia.

O guia Henrique Nascimento, dos Amigos do Peró, elogiou a ação rápida dos moradores, que pediram ajuda, e dos Bombeiros, “que evitaram um mal maior”. Segundo Nascimento, o Morro do Vigia é um dos locais mais procurados por trilheiros, embora ainda não tenha a estrutura necessária para visitação.

“Por se tratar de uma área nobre, ecológica e turística, o Morro do Vigia e seu entorno merecia mais cuidado. É uma relíquia que ainda não aprendemos a explorar. O passeio pelo ambiente natural é o mais saudável. Nós, ambientalistas, fazemos nossa parte gratuitamente. As autoridades ambientais, remuneradas, precisam assumir suas responsabilidades”, disse Galiotto, que semeou milhares de mudas de aroeiras no Morro do Vigia.

Segundo o ambientalista Yan Bonder, do conselho do PECS, Andei Veiga, do Grupo Executivo das Unidades de Conservação (GEUC) responde interinamente pelo PECS enquanto não for nomeado outro chefe:

“A sociedade precisa se mobilizar para denunciar as irregularidades no PECS e exigir providências do INEA”, sugeriu Bonder.

O PECS é a maior unidade de proteção segmentada do país. Sua área envolveu seis municípios da Região dos Lagos, incluindo as praias da Conchas, parte da Praia do Peró e Morro do Vigia. A justiça teve que intervir para que o Plano de Manejo fosse concluído. Com o PECS sem comando efetivo, não se sabe que haverá registro policial dos incêndios e vistoria nos locais degradados.

 

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