
A família Miranda vem se consolidando cada vez mais no cenário político de Mesquita. Após comandar a prefeitura por dois mandatos consecutivos e eleger seu sucessor sem sobressaltos, o ex-prefeito Jorge Miranda agora mira mais alto: uma cadeira na Câmara Federal.
A movimentação, que parecia tranquila, começou a chamar atenção nos bastidores. Isso porque as mesmas peças que Jorge tenta mover no tabuleiro político da Baixada também estão sendo disputadas por outros nomes influentes.
Recentemente, Jorge selou uma aliança com Rogério Ribeiro, ex-candidato a prefeito de Nilópolis, que obteve expressivos 37.185 votos na última eleição municipal — um resultado que o mantém como figura de peso na política nilopolitana. O grupo de Rogério ainda aposta na possibilidade de uma eleição suplementar em Nilópolis, acreditando que o processo que corre contra a chapa do prefeito Abraozinho possa mudar o jogo. Entretanto, quem acompanha de perto o cenário político local avalia essa hipótese como remota, quase impossível.
É nesse ponto que o enredo se torna mais interessante. Enquanto Jorge Miranda busca fortalecer seu nome para disputar uma vaga em Brasília, Rogério Ribeiro vem declarando apoio público ao deputado federal Luciano Vieira, que também é cotado para fortalecer bases na Baixada.
Nos bastidores, comenta-se que um apoio é público, e o outro, feito na surdina — o que mostra como o xadrez político na região se tornou mais complexo e menos previsível.
Observadores avaliam que o tabuleiro nilopolitano ganhou um novo nível de sofisticação: as alianças deixaram de ser exclusivas e os movimentos, antes previsíveis, agora revelam múltiplos estrategistas. O jogo político, que antes parecia comandado por um único jogador, hoje se desenrola com duas mentes atuando simultaneamente.
As peças se movem por duas mãos. E uma delas, ao que tudo indica, não é dele.




